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Com etanol de milho, São Martinho tem usina de maior capacidade de produção de hidratado

Unidade Boa Vista teve seu potencial ampliado em 30% e pode fabricar até 3,12 milhões de litros do biocombustível ao dia

NovaCana 6 min de leitura

O histórico da São Martinho com o etanol de milho tem mais de cinco anos. Em 2018, a empresa confirmou que estudava o assunto, mas que considerava inviável naquele momento. Ainda assim, no ano seguinte, a companhia firmou um protocolo com o estado de Goiás. Mas foi apenas em 2021 que os planos começaram a sair do papel, com o levantamento inicial de recursos. Agora, a usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO), finalmente pode produzir biocombustível a partir do grão.

A autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operação com a nova capacidade foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 16. Segundo o documento, a unidade pode fabricar, diariamente, até 3,12 milhões de litros de hidratado e 1,184 milhão de litros de anidro.

Com isso, a Boa Vista se torna a maior usina do país em potencial de produção de hidratado, posição até então ocupada pela usina da Inpasa em Sinop (MT). No caso do anidro, ela ocupa o 22º lugar no ranking nacional.

O anúncio já era esperado. A São Martinho entrou com um pedido de vistoria junto à ANP em dezembro do ano passado e, ao longo de fevereiro e até a primeira semana de março, fez o envio de documentações solicitadas pela agência.

Além disso, no começo do mês passado, o CEO da São Martinho, Fábio Venturelli, disse à Reuters que a empresa estava finalizando a fase de testes para o etanol de milho. Na ocasião, ele mencionou uma capacidade total de produção de 650 milhões a 670 milhões de litros de etanol por safra, unindo as duas matérias-primas.

No texto completo (exclusivo para assinantes do NovaCana), saiba mais:

- Investimentos na unidade
- Projeção de desempenho financeiro da São Martinho no mercado de milho
- Comparativos de capacidade
- Potencial específico da estrutura de milho
- Equipamentos modernizados na planta de cana-de-açúcar

O histórico da São Martinho com o etanol de milho tem mais de cinco anos. Em 2018, a empresa confirmou que estudava o assunto, mas que considerava inviável naquele momento. Ainda assim, no ano seguinte, a companhia firmou um protocolo com o estado de Goiás. Mas foi apenas em 2021 que os planos começaram a sair do papel, com o levantamento inicial de recursos. Agora, a usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO), finalmente pode produzir biocombustível a partir do grão.

A autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operação com a nova capacidade foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 16. Segundo o documento, a unidade pode fabricar, diariamente, até 3,12 milhões de litros de hidratado e 1,184 milhão de litros de anidro.

Com isso, a Boa Vista se torna a maior usina do país em potencial de produção de hidratado, posição até então ocupada pela usina da Inpasa em Sinop (MT). No caso do anidro, ela ocupa o 22º lugar no ranking nacional.

O anúncio já era esperado. A São Martinho entrou com um pedido de vistoria junto à ANP em dezembro do ano passado e, ao longo de fevereiro e até a primeira semana de março, fez o envio de documentações solicitadas pela agência.

Além disso, no começo do mês passado, o CEO da São Martinho, Fábio Venturelli, disse à Reuters que a empresa estava finalizando a fase de testes para o etanol de milho. Na ocasião, ele mencionou uma capacidade total de produção de 650 milhões a 670 milhões de litros de etanol por safra, unindo as duas matérias-primas.

O executivo também ressaltou o uso da energia do bagaço de cana para a produção com o grão e outros aspectos que reduzem a pegada de carbono da unidade. “É uma planta que, abraçando o biometano, vai ter uma das pegadas de carbono mais baixas do mundo”, disse.

Segundo o relatório de divulgação de resultados da São Martinho, a companhia direcionou R$ 450,68 milhões para modernização ou expansão ao longo dos três primeiros trimestres da safra 2022/23; dentro deste valor, R$ 232,33 milhões foram destinados ao projeto de etanol de milho. Considerando que este montante chegou a R$ 326 milhões em toda a temporada anterior, os investimentos somam R$ 583,33 milhões.

Em teleconferência com investidores, Vicchiato disse esperar que a usina seja capaz de processar até 530 mil toneladas do cereal por safra. “A margem Ebit da cana versus a do milho vai depender muito de como vai ser a eficiência do canavial no próximo ano”, relata, mas adianta: “O que dá para dizer hoje é que, com o preço do milho em aproximadamente R$ 60 por saca e o DDGS sendo vendido a R$ 1.500 por tonelada, o custo unitário por metro cúbico de milho é próximo a R$ 1.900. Por isso, que ele acaba ficando mais barato do que a cana”.

Ampliação

Os valores anunciados nesta semana, contudo, são diferentes das projeções inicialmente enviadas pela São Martinho à ANP. Conforme acompanhamento da agência, as obras deveriam levar a uma capacidade de 1,2 milhão de litros de anidro – volume que não foi atingido – e 2,62 milhões de litros de hidratado, o que foi superado.

De qualquer modo, em uma comparação com a autorização anterior, o aumento de capacidade na Boa Vista foi de 30% para o etanol hidratado, de 2,4 milhões de litros diários para 3,12 milhões de litros. No caso do anidro, a elevação é ainda maior, de 136,8%, uma vez que o potencial passou de 500 mil litros ao dia para 1,18 milhão de litros.

O texto da ANP não especifica quanto deste total virá do processamento de milho e quanto é referente à cana-de-açúcar, uma vez que a planta foi ampliada como um todo. Segundo licença ambiental emitida pelo governo de Goiás, entretanto, o aparelho de destilação na usina de etanol de milho tem capacidade para até 720 mil litros de hidratado por dia; além disso, uma peneira acoplada a ele pode lidar com até 684 mil litros de anidro diários.

Caso estes volumes representem o potencial máximo da nova estrutura, a produção a partir da cana-de-açúcar teria se mantido sem alterações. Ainda assim, o texto observa que foram feitas melhorias nos equipamentos previamente existentes, o que envolveu a balança de matéria-prima, filtros, decantadores, dornas, módulos para resfriamento de água e tanques de armazenamento.

Já em relação às novas instalações, o documento do governo estadual afirma que foi implantada uma fábrica de levedura e uma unidade para processamento do milho com capacidade para 1,5 mil toneladas ao dia. A planta industrial pode operar até 330 dias no ano, 24 horas por dia, o que permite um processamento potencial de 495 mil toneladas de milho.

Entre os equipamentos que compõem a nova estrutura estão: dois armazéns de grãos, totalizando 240 mil toneladas; secadores de milho e de grãos de destilaria (DDGS), moinhos para moagem de milho, torres de resfriamento, dornas, centrífugas e outros.

Renata Bossle – NovaCana

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