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Etanol completa dez semanas consecutivas com queda de preço nos postos

Sucessivos aumentos no valor de venda das usinas sucroenergéticas ainda não se refletiram nas bombas de combustíveis

NovaCana 4 min de leitura

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 17 a 23 de maio:

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  1. Na média nacional, preço médio da gasolina caiu 0,13% e o do etanol, 0,71%

  • Com isso, o preço do combustível renovável correspondeu a 66,5% do valor de comercialização do fóssil

  • Nos estados, o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  • O preço do etanol nos postos caiu em 15 estados e no Distrito Federal e subiu em 11

  • O renovável segue subindo nas usinas dos principais estados produtores do país


  • Muito se diz sobre os diversos fatores que influenciam a variação no preço dos combustíveis entre a saída das usinas ou refinarias e a chegada aos postos de abastecimento do país. O BTG Pactual, inclusive, fez uma simulação demonstrando como uma mudança de impostos poderia alterar os valores para os consumidores e a real influência do produtor na formação dos preços.

    É por razões assim que variações nas usinas não necessariamente se refletem diretamente nos postos; pelo menos, não em um curto espaço de tempo. Entre 17 e 23 de maio, por exemplo, o preço do etanol nas usinas paulistas aumentou 2,99% em relação à semana anterior de acordo com o Indicador Cepea/Esalq. O mesmo aconteceu em Goiás (3,78%) e Mato Grosso (0,21%).

    Porém, nos postos, o renovável continua em queda. De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana analisada, o preço do etanol caiu 0,71%, passando de R$ 2,548 por litro para R$ 2,53/l. Esta é a décima queda semanal consecutiva.

    Como a gasolina caiu menos – apenas 0,13%, indo de R$ 3,808/l para R$ 3,803/l –, a relação entre os preços dos combustíveis foi para 66,5%. O indicador está 0,6% abaixo do valor observado na semana anterior, atingindo o menor resultado desde outubro do ano passado.

    Já em relação aos preços dos combustíveis após as novas reduções, a gasolina atingiu seu menor valor desde agosto de 2017, enquanto o etanol está no menor patamar desde julho do mesmo ano.

    As contínuas reduções nos preços de ambos os combustíveis são uma consequência da baixa demanda devido à pandemia do coronavírus.

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    Variação nos estados

    De acordo com os dados da ANP, na semana de 17 a 23 de maio, o preço médio do etanol diminuiu nos postos de 15 estados e no Distrito Federal, e subiu em 11. Já a gasolina registrou aumentos em nove estados.

    Neste cenário, o consumo do biocombustível segue sendo considerado economicamente vantajoso para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

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    Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível caiu 1,06%, chegando a R$ 2,324/l, o menor valor da análise. Como a gasolina teve uma redução menor, de 0,43%, a relação entre os preços diminuiu e chegou a 63,4%, tornando o renovável ainda mais competitivo.

    Com a queda de 1,35% no valor do etanol, Mato Grosso apresentou o segundo menor preço no período: R$ 2,339/l. Como a gasolina também caiu, mas apenas 0,32%, a relação entre os combustíveis foi para 62,6% e o estado segue com o etanol mais competitivo do país.

    Já em Minas Gerais, o etanol subiu pela segunda semana consecutiva. Desta vez, o aumento foi de 0,46%, chegando a R$ 2,644/l. Como a gasolina caiu 0,1%, a relação entre os preços subiu um pouco, chegando a 65,9%, mas segue favorável para o biocombustível.

    Goiás também registrou aumento na análise, de 0,52%, chegando a um custo médio de R$ 2,508/l para o etanol. Como a gasolina caiu 0,26%, a relação entre os valores subiu para 66,5%, ainda mantendo a competitividade do renovável.

    No Paraná, o etanol subiu 0,24% e a gasolina, 0,52%. Desta forma, a relação entre os preços caiu para 71,4%, mas ainda está acima do limite considerado favorável para o biocombustível.

    O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, chegou a 77,8% na análise mais recente, ainda acima do limite da competitividade para o renovável, mas o segundo menor valor desde 2018.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Rafaella Coury – NovaCana

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