Principal ponto trata de disputa na aquisição de cana; Cade indeferiu o pedido e Aralco interpôs nova petição – mas apenas após homologação do órgão
O grupo Aralco protocolou um recurso questionando a compra de duas usinas do grupo Bunge pela Cofco. A aquisição das unidades – que, anteriormente, pertenciam à Viterra Bioenergia – foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no final de setembro. A principal alegação da Aralco é de impasses concorrenciais devido à proximidade das plantas.
Em recurso datado de 29 de setembro o grupo apresentou questões concorrenciais que considerada “concretas”, as quais alega ter levado ao conhecimento Cade anteriormente, mas que não foram “especificamente enfrentadas”, segundo a Aralco defendeu com base nos documentos públicos do ato de concentração.
“Antes mesmo da notificação formal da operação, a Aralco apresentou representação à superintendência-geral, expondo preocupação específica com o mercado regional de aquisição de cana-de-açúcar, a sobreposição geográfica entre unidades, o incremento da necessidade de matéria-prima da Cofco, o histórico documentado de disputa entre Aralco e Cofco e a possibilidade de fechamento de mercado ou elevação dos custos de rivais”, defende a empresa no recurso.
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