Como é esperado para um período de entressafra, as usinas do Centro-Sul continuam registrando um movimento de retração em seus tanques de etanol. Os estoques da região caíram 12% na primeira quinzena de fevereiro, saindo de 7,42 bilhões de litros para 6,53 bilhões de litros.
Ainda assim, a armazenagem continua acima dos níveis vistos em anos anteriores. Em comparação com o mesmo período de 2023, o volume registrou um aumento de 37,3%. Esse acréscimo reflete a continuidade da moagem pelas usinas da região, assim como uma maior aposta dos produtores no consumo do biocombustível.
Os números foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última quarta-feira, 28. Considerando o total estocado, 58% era de hidratado e 42%, de anidro.
Em 16 de fevereiro, o estoque do biocombustível utilizado para abastecer diretamente os veículos era de 3,79 bilhões de litros, queda quinzenal de 13,6%. Em relação ao mesmo período do ano passado, por sua vez, houve um acréscimo de 33,7%.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), a produção de etanol hidratado foi de 233 milhões de litros na quinzena, alta de 69,2% ante a safra passada.
Da mesma forma, o renovável a ser misturado à gasolina contabilizou uma retração quinzenal de 9,7%, com 2,74 bilhões de litros estocados. Na comparação com a mesma data de 2023, em contrapartida, foi registrado um aumento de 42,6%.
Ainda conforme os dados da Unica, a fabricação quinzenal de etanol anidro foi de 152 milhões de litros. Em relação ao ano passado, a quantia representa uma elevação de 97,7%.
No maior estado produtor e consumidor de etanol, as usinas estocavam 3,54 bilhões de litros em 16 de fevereiro. O volume representa uma retração quinzenal de 12,3%, mas um aumento anual de 48,9%.
Do total, 2 bilhões de litros eram de hidratado (+55,6%) e 1,54 bilhão de litros eram de anidro (+41,1%).






Giully Regina – NovaCana
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