Atualização (14/10, às 14h40): O texto e os gráficos foram alterados para inclusão de dados da Bioagência, divulgados após a publicação original.
A safra de cana-de-açúcar 2024/25 ainda não terminou, mas já há uma certa preocupação rondando a próxima temporada. A seca e as queimadas atingiram grandes áreas canavieiras, mas o impacto mais significativo pode aparecer apenas no ciclo 2025/26.
Em sua participação na sétima edição da Conferência NovaCana a coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint, Lívea Coda, declarou que as primeiras impressões para o próximo ciclo seriam um “chute educado”. “Ainda temos que ver todos esses eventos, não podemos afirmar nada; até mesmo o final desta safra [2024/25] está discutível”, considera.
De acordo com Coda, é preciso levar em consideração que o canavial será mais velho e penalizado pelo clima. Entretanto, mesmo com uma menor área plantada total, algumas usinas estão começando a recuperar espaços que foram perdidos anteriormente para o plantio de soja em 2020/21.
Além disso, Coda detalha que o clima pode ser favorável, de modo a compensar impactos das adversidades vistas em 2024. Ainda assim, é necessário monitorar como será o verão para entender como será o próximo ciclo.
Também presente no evento, a gerente da área de análise da Czarnikow, Ana Carolina Zancaner, disse que tentar entender a próxima temporada é um “jogo de adivinhação”, mas que as queimadas não colaboraram para um cenário otimista para 2025/26. Ela informa que a possibilidade de ocorrência do fenômeno climático La Niña está em 70% para outubro, então ainda há dúvidas sobre as chuvas do Centro-Sul.
A situação ficará preocupante caso as precipitações fiquem abaixo da média, aponta Zancaner. “Só vamos saber em fevereiro, quando tivermos uma visão de como vai ficar o desenvolvimento do canavial e se vamos ter uma safra melhor ou pior”, ressalta.
Em levantamento realizado pelo NovaCana, oito empresas especializadas forneceram indicadores preliminares de possíveis resultados para o ciclo 2025/26, que variaram entre 581 milhões e 620,01 milhões de toneladas.
Já em relação à safra 2024/25, o clima freou as expectativas e fez com que várias empresas revisassem para baixo suas perspectivas. Afinal, o mesmo tempo seco que acelerou o início do ciclo e trouxe bons números para as primeiras quinzenas também atrapalhou o desenvolvimento da cana.
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, confira gráficos e análises sobre os indicadores da safra 2024/25 e um primeiro vislumbre para a 2025/26.
Empresas participantes:
- Agroconsult
- Archer
- Bioagência
- BP Bunge
- BTG Pactual
- Conab
- Czarnikow
- FG/A
- Green Pool
- Hedgepoint
- Itaú BBA
- Orplana
- Pecege
- S&P Global Commodity Insights
- Safras & Mercado
- SCA
- StoneX
- USDA
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