Enquanto os produtores de etanol brasileiros comemoram um consumo recorde em 2018 e alimentam expectativas de ampliar a produção graças à nova política de biocombustíveis (RenovaBio), a situação nos Estados Unidos – o maior produtor mundial de etanol – é mais cautelosa. Ao menos no curto prazo.
Em janeiro, o órgão que gerencia as informações sobre energia no país, a IEA, manteve sua projeção de produção para 2019 e anunciou os primeiros números para 2020. Segundo os dados apresentados, a produção deve atingir uma média de 165,34 milhões de litros por dia – o equivalente a, aproximadamente, 60,35 bilhões de litros no ano. Para 2020, o número traz um crescimento de apenas 1%: 166,93 milhões de litros diários ou 60,93 bilhões de litros anuais.
Considerando que, em 2018, a produção de etanol dos Estados Unidos foi de 60,56 bilhões de litros, a projeção para 2019 envolve uma redução de 0,3%, enquanto o valor para 2020 representaria um crescimento de 0,6%. Ou seja, a IEA acredita em uma relativa estabilidade no volume.
A justificativa do órgão para isso está nas baixas margens de lucro dos produtores e no potencial de crescimento limitado para o mercado doméstico.
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