O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quarta-feira o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia, autorizado por um decreto presidencial editado em novembro. Ao discursar para uma plateia de empresários, em Brasília, Bolsonaro disse que espera que o “pessoal da COP-25” não o acuse de transformar a região em um “grande canavial”.
“Há poucas semanas assinei um decreto que revogou outro. Os senhores sabiam que o estado do Amazonas era proibido de plantar cana-de-açúcar por um decreto presidencial? Espero que o pessoal da COP 25 não queira me acusar de querer substituir a floresta amazônica por um grande canavial”, disse o presidente, após receber uma homenagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O presidente se referia à 25ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), que ocorre em Madri até o fim desta semana. Segundo Bolsonaro, há uma “sanha” de ativistas ambientais para acusar o Brasil de não defender o meio ambiente.
“A sanha, a maneira como nos atacam nessa questão ambiental virou uma política econômica. O único país do mundo que agride o meio ambiente, que faz mal ao meio ambiente, é o Brasil, segundo eles. Onde é exatamente ao contrário. Ninguém tem uma área tão preservada como a nossa”, afirmou.
Na sequência, Bolsonaro voltou a atacar a ativista ambiental Greta Thunberg, de 16 anos, um dia após a ter chamado de “pirralha”. Nesta quarta-feira, Greta foi eleita pela revista Time como a personalidade do ano.
“Tem até uma pirralha que tudo que ela fala, a nossa imprensa, ô nossa imprensa, pelo amor de Deus, dá um destaque enorme. Ela tá agora fazendo seu showzinho lá na COP-25”, afirmou Bolsonaro.
Marcello Corrêa e Daniel Gullino