Enquanto o etanol de segunda geração segue precisando de soluções para alcançar escala, a Granbio deve utilizar seu volume de matéria-prima de outras formas.
Enquanto o etanol de segunda geração segue precisando de soluções para alcançar escala, a Granbio deve utilizar seu volume de matéria-prima de outras formas.
A Bioflex, unidade de etanol celulósico da GranBio localizada em Alagoas, realizou uma ampliação formal de 103,6% em sua capacidade de cogeração de energia elétrica.
Enquanto o etanol de segunda geração segue precisando de soluções para alcançar escala, a Granbio deve utilizar seu volume de matéria-prima de outras formas. A Bioflex, unidade de etanol celulósico da GranBio localizada em Alagoas, realizou uma ampliação formal de 103,6% em sua capacidade de cogeração de energia elétrica.
Conforme publicação em Diário Oficial, a Aneel autorizou a nova potência instalada da UTE Bioflex Caeté, que passou de 30.700 kW para 62.500 kW.
Segundo a GranBio, as duas unidades adicionais – uma de 15.000 kW e outra de 16.800 kW –, são resultado de uma unificação realizada pela Companhia Energética de São Miguel dos Campos (CESMC), que administra a produção de energia elétrica da Bioflex e da Usina Caeté, ambas localizadas em São Miguel dos Campos (AL). Ou seja, os geradores já existiam, mas passaram oficialmente da Usina Caeté para a UTE Bioflex Caeté. Estas duas unidades, no entanto, estavam sem produzir energia desde abril de 2014.
No ano passado, conforme números apresentados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a GranBio gerou mais de 70,5 GWh (dado referente ao centro de gravidade da usina). Porém, este ano, a termelétrica estava sem gerar eletricidade desde junho.
Histórico da unificação
Segundo a Aneel, a solicitação para autorização da nova capacidade foi requerida no dia 16 de junho. Contudo, nesse momento inicial, foi apresentada apenas parte da documentação necessária, com os demais documentos sendo entregues em 29 de agosto. Com isso, a agência emitiu seu primeiro parecer em 03 de outubro – um documento que previa o início da operação comercial para o dia 17 de outubro.
Ainda conforme a agência reguladora, a aprovação foi concedida porque não foram encontrados registros de inadimplências em nome da usina nos sistemas de controle das áreas de fiscalização da Aneel. A Bioflex também está livre de irregularidades fiscais com a União, o estado e o município.
Etanol de 2ª geração
A notícia da mudança de capacidade de cogeração surge pouco após a reativação da Bioflex, que estava enfrentando problemas em seu processo de produção de etanol celulósico em escala comercial. A usina foi paralisada entre abril e outubro para lidar com “ajustes de equipamento e de processos de produção”, segundo declaração dada pelo vice-presidente de novos negócios da GranBio, Alan Hiltner, na ocasião.
De acordo com a companhia, a unidade tem capacidade instalada para produzir 82 milhões de litros de álcool por ano, no entanto, a estimativa da Lux Research é que a produção tenha alcançado entre 567,81 mil a 1,25 milhão de litros em 2015.
Renata Bossle – NovaCana