Companhia holandesa de biotecnologia terá unidade em Campinas (SP) para pesquisa de levedura transgênica para etanol de segunda geração e bioquímicos
A holandesa DSM, empresa de biotecnologia que desenvolve enzimas e leveduras para a produção de etanol celulósico, está em fase de implantação de um laboratório no Brasil.
A companhia é a fornecedora da levedura transgênica atualmente empregada na primeira usina da GranBio, em Alagoas, e também possui uma usina celulósica própria nos Estados Unidos, em joint-venture com a Poet, gigante do etanol de milho.
Veja a seguir mais detalhes.
A holandesa DSM, empresa de biotecnologia que desenvolve enzimas e leveduras para a produção de etanol celulósico, está em fase de implantação de um laboratório no Brasil. A companhia obteve o Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQB) para atuar com micro-organismos geneticamente modificados no Techno Park, em Campinas (SP).
A companhia é a fornecedora da levedura transgênica atualmente empregada na primeira usina da GranBio, em Alagoas, e também possui uma usina celulósica própria nos Estados Unidos, em joint-venture com a Poet, gigante do etanol de milho.
A unidade de pesquisa ainda está em fase de implantação, com outras licenças sendo obtidas. A instalação em Campinas deverá auxiliar na aplicação das tecnologias para etanol 2G e bioquímicos que já vem sendo desenvolvidas na Holanda.
Com a certificação concedida pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a subsidiária brasileira, DSM Biotecnologia, está qualificada a manipular em suas instalações linhagens da levedura Saccharomyces cerevisiae geneticamente modificada. O microrganismo é empregado na transformação dos açúcares presentes na biomassa em álcool etílico.
A habilitação, permite que o laboratório da DSM atue nas atividades de transporte, descarte, armazenamento e pesquisa em regime de contenção com microrganismos geneticamente modificados da classe de risco I, que não oferece riscos à saúde humana e animal.
Toda entidade que utiliza de engenharia genética deve criar uma Comissão Interna de Biossegurança (CIBio), e a da DSM foi incluída ontem (04) na listagem da CTNBio. Já o laboratório está certificado desde fevereiro.
Procurada pela reportagem do NovaCana, a DSM preferiu não comentar as informações.
Amanda SchArr – NovaCana