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Com R$ 764,4 milhões em dívidas prestes a vencer, Unialco registra novo prejuízo, de R$ 133 milhões

unialcoEm recuperação judicial desde novembro do ano passado, a Unialco está entre as empresas que cederam à crise no setor sucroenergético, podendo passar para o controle de grupos estrangeiros. Em seu mais recente balanço financeiro, referente ao período até 31 de março de 2016, a companhia registrou seu sexto prejuízo consecutivo.

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Em recuperação judicial desde novembro do ano passado, a Unialco está entre as empresas que cederam à crise no setor sucroenergético, podendo passar para o controle de grupos estrangeiros. Em seu mais recente balanço financeiro, referente ao período até 31 de março de 2016, a companhia registrou seu sexto prejuízo consecutivo.

Dessa vez, o déficit somou R$ 132,57 milhões, o segundo maior valor registrado pela empresa em anos recentes. Além disso, destaca-se que a totalidade da dívida da empresa com empréstimos e financiamentos foi contabilizada em 31 de março de 2016 como tendo vencimento em até 12 meses.

A maior diferença de 2013/14 para cá é que a empresa conseguiu...

Em recuperação judicial desde novembro do ano passado, a Unialco está entre as empresas que cederam à crise no setor sucroenergético, podendo passar para o controle de grupos estrangeiros. Em seu mais recente balanço financeiro, referente ao período até 31 de março de 2016, a companhia registrou seu sexto prejuízo consecutivo.

Dessa vez, o déficit somou R$ 132,57 milhões, o segundo maior valor registrado pela empresa em anos recentes – o mais profundo prejuízo foi na safra 2013/14, com perdas de R$ 156,1 milhões.

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A maior diferença de 2013/14 para cá é que a empresa conseguiu fazer ajustes em suas operações, passando a ter um lucro operacional no azul (R$ 62,43 milhões). Ainda assim, a margem está apertada, com os custos dos produtos vendidos chegando a R$ 344,85 milhões, mesmo com uma receita pouco abaixo dos R$ 400 milhões.

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Um dos aspectos que mais auxiliou o lucro operacional positivo foi a valorização dos canaviais, que passaram de R$ 2,75 milhões em 2014/15 para R$ 60,26 milhões – um aumento de mais de 2.091%. Em 2013/14, a cana em pé valia R$ 25,83 milhões.

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Dívida de curto-prazo ainda é maior ameaça

Apesar de ter melhorado seus indicadores operacionais, a Unialco ainda sofre as consequências do alto endividamento. A maior parte de seu prejuízo é derivado do aumento das despesas financeiras, que representam os juros pagos aos seus credores. Em 2015/16, esses custos representaram R$ 178,5 milhões, um aumento de 43,3% em relação aos R$ 124,6 registrados em 2014/15.

Para o próximo ano, as perspectivas são ainda mais complicadas, com a totalidade da dívida da empresa com empréstimos e financiamentos sendo contabilizada em 31 de março de 2016 como tendo vencimento em até 12 meses. O comprometimento da empresa com curto prazo era de R$ 591,5 milhões em 31 de março de 2015, tendo passado para R$ 764,4 milhões em 31 de março de março de 2016.

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Com duas usinas produtoras em atividade – em Guararapes (SP) e em Aparecida do Taboado (MS) –, a Unialco pretende moer entre 3,8 milhões e 3,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na atual temporada, um montante próximo à capacidade máxima de moagem, de 4,1 milhão de toneladas.

Renata Bossle – NovaCana

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