NovaCana

Demanda inesperada dos EUA faz exportações de etanol em maio subirem 6%

etanol exportacao 100614EUA importou o volume de etanol brasileiro mais elevado desde outubro; no acumulado do ano as exportações de etanol continuam em queda
NovaCana 4 min de leitura
As exportações de etanol em maio alcançaram os 139,3 milhões de litros, um crescimento de 6% em relação ao registrado em 2013 para o mesmo mês.

Confira a seguir a opinião dos analistas e as expectativas para junho.

As exportações de etanol em maio alcançaram os 139,3 milhões de litros, um crescimento de 6% em relação ao registrado em 2013 para o mesmo mês. As informações da Secretaria de Comércio Exterior, divulgadas segunda-feira (9), revelam ainda que, em relação a abril, as exportações de maio tiveram uma evolução de 1,4%.

A receita totalizou US$ 98,6 milhões ao preço médio de US$ 708 por metro cúbico (m³). O crescimento do preço médio foi de 9,5% na comparação com maio de 2013 e de 1,2% ante abril.

No acumulado de 2014 as exportações do biocombustível somam 612,5 milhões de litros, uma queda de 29,3% ante os 866,8 milhões de litros registrados em 2013 para o mesmo período. O preço médio para o os cinco meses deste ano foi de US$ 837/m³.

Principal mercado, EUA retoma importação

Do total exportado em maio, 87,8% teve como comprador os Estados Unidos. Considerando somente o principal destino das exportações brasileiras, foram enviados 122,4 milhões de litros, o volume mais elevado desde outubro.  Na comparação com maio de 2013 a exportação de etanol aos EUA foi 12,4% maior.

As remessas aos EUA tiveram preço médio de US$ 718,60/m³, uma alta de 1,1% na comparação em base anual, já em relação a abril representa um desconto de US$ 2/m³. No mês a receita foi de US$ 88 milhões.

O crescimento das importações norte-americanas não era esperado para este mês, segundo a consultoria Platts.  A explicação é que após um período de preços mais altos (em fevereiro o preço médio para o etanol enviado aos EUA alcançou os US$ 944/m³) devido às condições de inverno rigoroso no país e atrasos dos vagões-tanque, os valores foram normalizados e estabilizaram ao final de abril.

"O resultado mais alto surpreendeu o mercado, que esperava um declínio no volume enviado para os EUA no meio de uma janela de arbitragem fechada", analisou a consultoria Platts em relatório.

A consultoria relata que a maioria dos traders acreditam que apenas uma parte da carga enviada aos EUA em maio tem como finalidade o etanol combustível.

"Houve algumas cargas reservadas para embarque no início de maio, quando os preços dos Estados Unidos ainda estavam disputando com os do início de abril. O resto deve ser contratos de fornecimento ETBE [sigla para Ethyl tert-butyl ether, aditivo para a gasolina obtido pela mistura de etanol e isobutileno]", disse uma fonte à Platts.

De janeiro a maio foram enviados aos EUA 737,3 milhões de litros, com preço médio de US$ 878/m³.

Junho: previsão de exportação menor para os EUA

A expectativa é de que os EUA reduzam a compra de etanol brasileiro em junho já que possui altos estoques e a produção doméstica atingiu o nível mais elevado dos últimos seis meses, fatores que mantêm o preço em baixa. Mesmo assim uma parcela de vendas já está definida.

Na semana passada relatórios mostraram que a Stolt Basuto e a Trans Catalonia fixaram um total de 40 mil m³ de etanol para deixar o Brasil com destino à Costa do Golfo dos EUA, em junho. Segundo revelado à consultoria, as embarcações estão levando o etanol sob contratos de longo prazo para o processamento do aditivo ETBE, que deve ser exportado.

Conforme a Platts, nesta segunda-feira, o preço FOB Santos para o etanol anidro estava em US$ 625/m³.

Para o etanol brasileiro que entrar nos EUA em julho a arbitragem definiu o prêmio em 30 centavos de dólar por galão, o equivalente a US$ 79/m³.

Acesse abaixo a planilha interativa com os dados completos das exportações de etanol:
http://www.novacana.com/dados-plataforma/etanol-e-gasolina/exportacao/etanol

Amanda SchArr - NovaCana
Compartilhar: