
O CEO Cesar Barros e a diretora de pesquisa e desenvolvimento Sabrina Chabregas, durante o evento Grande Encontro CTC
A semente sintética de cana-de-açúcar pode virar realidade nos canaviais do Brasil em breve. De acordo com o CEO do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Cesar Barros, o projeto da fábrica de sementes – anunciado há quase um ano – está dentro do cronograma e deve ser inaugurado em abril, após investimentos de R$ 100 milhões.
Ele falou com jornalistas no intervalo do evento Grande Encontro CTC, realizado pela empresa em Ribeirão Preto (SP) no dia 5 de março.
Segundo o executivo, foram realizados mais de 20 experimentos com o produto no último ano, com comparações em relação ao sistema tradicional de plantio. “De fato, [as sementes] trazem os benefícios que esperamos”, garante e segue: “Por ser mais leve do que o processo atual, isso se traduz em um montão de benefícios para o cliente”.
Nesse sentido, Barros cita que as sucroenergéticas poderão reduzir as áreas de viveiros e ter plantas mais sadias, entre outras vantagens. “Tem a importância de plantar na data certa. Um plantio mais leve possibilita plantar sempre no melhor momento, na janela ideal”, exemplifica.
Ele também revela que, embora a fábrica ainda não tenha sido inaugurada, o CTC já está produzindo os primeiros lotes de sementes no local, com a perspectiva de plantar 20 hectares de forma mecanizada – para os próximos meses, o objetivo é ampliar a escala. “Esse é um passo muito importante para o CTC: validar o sistema da máquina agrícola e o nosso sistema de produção industrial de semente”, complementa.
Leia mais no texto completo:
- Perspectivas para o lançamento da cana tolerante ao glifosato
- Andamento das pesquisas da cana resistente ao sphenophorus
- Redução no ciclo de vida dos produtos
- Iniciativas do CTC na área de manejo
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