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Crescimento do mercado de etanol ficará limitado se o mundo se prender à COP21

cop21-160517E mais: O avanço dos carros elétricos ameaça o etanol? Caminhos e estratégias para a sobrevivência

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As demandas ambientais estão prestes a mudar o mundo. A Conferência do Clima de Paris (COP21) fez com que 195 países se comprometessem a metas de redução de emissão de gases com o objetivo de tentar frear o aquecimento global. No Brasil, esse acordo gerou uma boa oportunidade para o setor de etanol, com a perspectiva de uma produção de até 54 bilhões de litros em 2030, quase o dobro da produção atual.

Contudo, ao estender esse prazo, duas organizações internacionais entendem que as medidas que estão sendo tomadas podem não ser suficientes. Em uma ampla pesquisa sobre a demanda e a oferta mundial de energia até 2050, fica evidente a necessidade de mudanças no mercado de combustíveis – o que pode ampliar o espaço do etanol – em um mundo que precisa reduzir as emissões de CO2.

O resultado oferece uma direção estratégica de longo prazo, voltada principalmente para governos e investidores. Essa é uma visão dificilmente encontrada no mercado sucroenergético, que tende a valorizar o curto prazo e, como as usinas brasileiras podem atestar, frequentemente sofre com esse campo de visão limitado.

O trabalho chama a atenção para o fato de que se o mundo for apenas seguir a COP21, as temperaturas devem continuar subindo em níveis preocupantes.

Nesse contexto, a produção de etanol e biodiesel não crescerá de forma significativa pelo mundo. Esta visão do trabalho se alinha de certa maneira com a oferecida pela Petrobras ao questionar o RenovaBio.

A estatal argumentou que, para atender a COP21, no seu mínimo, os biocombustíveis não precisam ganhar mais relevância. Porém, é importante observar que o estudo aqui apresentado faz essa afirmação com o objetivo de instigar mais ambição por parte dos governantes, ao contrário da Petrobras, que nas críticas ao RenovaBio pressionou por uma acomodação diante da ameaça do aquecimento global.

Nas duas visões para o futuro calculadas no relatório, as usinas precisam ficar atentas. As peculiaridades do país – como sua posição de produtor de etanol e a força da frota flex fuel – fazem com que as perspectivas para o setor sucroenergético caminhem em um ritmo próprio, mas que ainda depende da ênfase a ser dada na redução de emissões de gases de efeito estufa.

O relatório, de alcance internacional, foi produzido por duas conceituadas agências e desenvolve diversos dos pontos levantados pela Petrobras em suas considerações críticas ao desenvolvimento dos biocombustíveis. Além disso, o trabalho acaba entrando em áreas na qual o governo agora se debruça por meio de inciativas como RenovaBio e Rota 2030.

Leia mais:

- Tendências na demanda por transporte e como o etanol pode ganhar ou perder espaço
- Tendências específicas para biocombustíveis
- Investimentos a serem direcionados para o setor de transportes
- Novos mercados para biocombustíveis
- Contribuição dos biocombustíveis na redução de emissões
- Desafios para a eletrificação

As demandas ambientais estão prestes a mudar o mundo. A Conferência do Clima de Paris (COP21) fez com que 195 países se comprometessem a metas de redução de emissão de gases com o objetivo de tentar frear o aquecimento global. No Brasil, esse acordo gerou uma boa oportunidade para o setor de etanol, com a perspectiva de uma produção de até 54 bilhões de litros em 2030, quase o dobro da produção atual.

Contudo, ao estender esse prazo até 2050, duas organizações internacionais entendem que as medidas que estão sendo tomadas podem não ser suficientes. Essa perspectiva é levantada pela Agência Internacional de Energia (IEA), uma organização autônoma de pesquisa com 29 países membros, e pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena), uma entidade intergovernamental que dá suporte a países em busca de uma transição para um futuro com energias renováveis.

Em uma ampla pesquisa sobre a demanda e a oferta mundial de energia até 2050, fica evidente a necessidade de mudanças no mercado de combustíveis – o que pode ampliar o espaço do etanol – em um mundo que precisa reduzir as emissões de CO2. O resultado oferece uma direção estratégica de longo prazo, voltada principalmente para governos e investidores. Essa é uma visão dificilmente encontrada no mercado sucroenergético, que tende a valorizar o curto prazo e, como as usinas brasileiras podem atestar, frequentemente sofre com esse campo de visão limitado.

O estudo leva em conta duas possibilidades para o futuro. A primeira reflete as implicações das novas políticas para o setor energético, considerando que serão colocados em prática os compromissos nacionais assumidos pelos países durante a COP21. Assim, os cálculos trazem o resultado de avaliações dos impactos energéticos das propostas, complementados por consultas com representantes de cada país e participantes do mercado.

Já o segundo cenário foi criado a partir de uma perspectiva diferente – a de um futuro desejado e necessário, com uma maior redução das emissões. Ele descreve uma trajetória que resultaria na probabilidade de 66% de limitar o aquecimento global em menos de 2°C. Os dados para essa projeção são atualizados anualmente e levam em consideração o progresso de políticas direcionadas, dinâmicas de mercado, custos tecnológicos e a prioridade dos países.

Dessa maneira, o trabalho projeta o que deve acontecer se os países se limitarem a fazer apenas o que foi proposto na COP21 (cenário de novas políticas) e a alternativa: fazer um esforço adicional para que a temperatura do planeta não se eleve mais que 2°C (cenário de contenção da temperatura).

Traçando o futuro do etanol

Nos dois cenários propostos, o Brasil precisa ficar atento. As peculiaridades do país – como sua posição de produtor de etanol e a força da frota flex fuel – fazem com que suas perspectivas até 2050 caminhem em um ritmo próprio, mas que ainda depende da ênfase a ser dada na redução de emissões de gases de efeito estufa.

O cenário alternativo oferece ao etanol e ao biodiesel, especialmente no contexto nacional, uma oportunidade de desenvolvimento inédita. A expectativa é de uma expansão no uso de biocombustíveis, que alcançaria 1,9 bilhões de litros diários de petróleo equivalente em 2050 – atualmente, essa demanda é de 254,4 milhões de litros.

Nesse contexto, o etanol alcançará um papel particularmente importante no mundo. Em 2030, quando o Brasil projeta a produção de 54 bilhões de litros, a IEA estima uma demanda mundial de 475 milhões de litros diários de etanol. Com isso, pode-se calcular uma demanda anual de mais de 170 bilhões de litros, com o Brasil produzindo 31,2% desse total.

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De acordo com o estudo, o consumo do biocombustível deve aumentar principalmente a partir de 2020, chegando a aproximadamente 550 milhões de litros diários em 2040 – ou 200,7 bilhões de litros anuais.

Entretanto, as tendências para biocombustíveis, segundo a IEA, tendem a mudar ao longo do período analisado. Ainda dentro do cenário alternativo, de contenção da temperatura mundial, o etanol será particularmente importante para veículos de passageiros, mas seu uso deve começar a cair a partir de 2040. O principal motivo da queda será a diminuição do custo das baterias, com carros e motos elétricas ganhando espaço na frota.

Por sua vez, no cenário onde todos os países se restringem a aplicar apenas as políticas estabelecidas na Cop21, a demanda energética para o setor de transportes deve crescer em uma taxa superior a 40% até 2050. A princípio, mais de 50% desse crescimento será atendido por combustíveis fósseis, fazendo com que o consumo de petróleo saia dos atuais 8 bilhões de litros/dia para, aproximadamente, 10 bilhões de litros/dia.

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“Um crescimento maior na demanda por petróleo é contido por regulamentações econômicas para combustíveis, especialmente no caso de veículos de passageiros”, aponta o documento. Entretanto, o caráter limitado dessas regulações, especialmente para o transporte de cargas, e a falta de outras alternativas comercialmente viáveis fará com que a demanda por petróleo – mesmo dentro do cenário de novas políticas mundiais – cresça em 25% na comparação com os níveis atuais.

Assim, o relatório conclui: “A contribuição de combustíveis alternativos, como gás natural, biocombustíveis e eletricidade no total da demanda deve permanecer abaixo de 20%, mesmo com os carros elétricos mais presentes no transporte de passageiros”. Ou seja, um crescimento significativo do mercado global de biocombustíveis só é possível se as principais lideranças do planeta optarem por irem além da COP21.

O trabalho chama a atenção para o fato de que se o mundo for apenas seguir a COP21, as temperaturas devem continuar subindo em níveis preocupantes. Nesse contexto, a produção de etanol e biodiesel não crescerá de forma significativa pelo mundo. Esta visão do trabalho se alinha de certa maneira com a oferecida pela Petrobras ao questionar o RenovaBio. A estatal argumentou que, para atender a COP21, no seu mínimo, os biocombustíveis não precisam ganhar mais relevância. Porém, é importante observar que o estudo aqui apresentado faz essa afirmação com o objetivo de instigar mais ambição por parte dos governantes, ao contrário da Petrobras, que nas críticas ao RenovaBio pressionou por uma acomodação diante da ameaça do aquecimento global.

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Eletrificação e novos mercados para o etanol

A expectativa da IEA para o cenário que pretende limitar o aquecimento global em menos de 2°C – justamente com os países superando as metas da COP21 – é que praticamente todos os carros vendidos em 2050 sejam híbridos ou elétricos. Segundo o relatório, o uso de eletricidade no transporte deve aumentar significativamente, correspondendo a aproximadamente um terço da demanda global por combustíveis em 2050 (contra 1% atualmente).

Com isso, ao longo do período, o etanol pode se deslocar para outros mercados onde a eletrificação encontra grandes obstáculos, como o transporte de cargas pesadas e os setores marítimo e de aviação. Também dentro dessas perspectivas, a participação de cada combustível mudaria dramaticamente. A demanda por petróleo cairia para apenas 2,39 bilhões de litros por dia e sua participação no mix de combustíveis diminuiria para menos de um terço.

“Além dos esforços para aumentar a eficiência de todos os tipos de veículos, a principal razão para essa queda está em uma mudança para a eletricidade e os biocombustíveis”, aponta a IEA. Ou seja, se o mundo decidir combater com afinco os efeitos do aquecimento global, a agência aposta em um crescimento maior da eletrificação, do etanol e do biodiesel.

Contribuição do setor de transporte na redução de emissões

De acordo com a IEA, um descolamento entre o crescimento do setor de transportes e o aumento das emissões de CO2 deve exigir contribuições em todas as modalidades de transporte. Atualmente, carros de passageiros são responsáveis por 33% das emissões; transporte de carga por 25%; aviação por 20% e transporte marítimo por 10%.

Por sua vez, as perspectivas de mudanças no setor de transportes pelo cenário de novas políticas mundiais devem levar a uma redução acumulada de 112 bilhões de toneladas de CO2 – e dois terços dessa economia ocorrerão nos países do G20.

De acordo com o estudo, as maiores vendas de carros elétricos dentro do cenário de contenção da temperatura global devem acontecer na China, na Índia, nos Estados Unidos e na União Europeia. A exceção dentro do G20 é justamente o Brasil – por aqui, a estratégia se apoia muito mais em uma frota eficiente de veículos flex-fuel ou movidos totalmente a etanol. “Os meios para alcançar uma transição tão rápida e profunda para um sistema de transporte altamente eficiente e de baixo carbono difere de acordo com o tipo de veículo e a região”, pondera o documento.

No cenário de contenção da temperatura mundial, a eletrificação da frota é tida como o principal caminho para a descarbonização do transporte, tanto de passageiros quanto de carga. Ainda que biocombustíveis e medidas de eficiência energética não tenham sido descartados, a participação da demanda por eletricidade no transporte rodoviário deve crescer mais de 40% em 2050, considerando que ela é praticamente nula no momento.

“Motores elétricos são duas vezes mais eficientes que motores convencionais a gasolina e veículos elétricos podem mudar as emissões do setor de transportes de milhões de fontes móveis convencionais para um menor número de fontes estacionárias no setor de energia”, comenta o relatório. Ainda assim, ele emenda que, para a contribuição dos veículos elétricos ser efetiva, as fontes de geração de energia precisam vir de fontes com baixa emissão de carbono.

Além disso, o espaço para biocombustíveis no transporte de cargas também pode ser ampliado. Segundo o relatório, isso ocorre porque a eletrificação rodoferroviária (catenárias) tem se mostrado um gargalo importante para o desenvolvimento de caminhões elétricos.

Investimentos no setor de transportes

De acordo com o relatório, a transformação do setor de transporte conforme o cenário de contenção das temperaturas globais exigiria um investimento acumulado de US$ 32 trilhões entre 2015 e 2050 – uma média de US$ 914,3 bilhões por ano. Esse valor está US$ 13 trilhões acima do estimado para o cenário de novas políticas ambientais e inclui investimentos em eficiência energética para os segmentos rodoviário, marítimo e aeronáutico.

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Contudo, é importante notar que mais da metade desses investimentos serão direcionados para os veículos elétricos. “A maior parte do restante precisaria ser dedicada ao transporte rodoviário para atingir as rígidas normas econômicas e de emissões”, afirma o estudo, que pondera que investimentos em aumento da eficiência de veículos terrestres seriam ainda menores que os previstos no cenário de novas políticas mundiais: “A razão é que, por causa do crescimento da mobilidade elétrica, haverá menos veículos convencionais nas estradas em 2050 dentro do cenário de contenção da temperatura em relação ao cenário de novas políticas”.

Seguindo com uma comparação entre os dois cenários, a IEA aponta que os investimentos em aviação e transportes marítimos deve ser 65% maior no quadro de contenção da temperatura global em relação ao de novas políticas. “Investimentos em biocombustíveis devem crescer bruscamente para atender à maior demanda por biocombustíveis, especialmente para transporte marinho, aviação e transporte de cargas”, completa.

Dessa forma, os empresários do segmento de biocombustíveis devem considerar estrategicamente suas apostas para o longo prazo. Caso o mundo se limite ao cenário de novas políticas que vem sendo traçado com a COP21, o enfoque em combustíveis para carros pequenos deve ter uma sobrevida relativamente longa – especialmente no Brasil, onde a frota flex fuel representa um importante diferencial –, mas sua estratégia de declínio pode surgir antes mesmo da metade do século 21.

Desafios para a eletrificação dos transportes

Contudo, por mais que os veículos elétricos sejam a grande aposta para o futuro sustentável do setor de transportes, o próprio estudo admite que seria “uma tarefa enorme” eletrificar o transporte no ritmo e na escala necessários para atender ao cenário de contenção da temperatura mundial. Por exemplo: a participação dos carros elétricos de passageiros nas vendas deve aumentar de menos de 1% na atualidade para quase 70% em 2050 – um índice seis vezes maior que o previsto pelo cenário de novas políticas.

Além disso, a profunda transformação exigida pelo cenário de contenção da temperatura mundial envolveria uma eletrificação que vai além dos carros. Os cálculos envolvem 1 bilhão de motocicletas elétricas até 2050 – atualmente, há menos de 250 milhões, a maior parte na China – e mais de 200 milhões de veículos de carga elétricos. “Embora a maior parte dos veículos de carga sejam opções comerciais mais leves, usadas para entregas dentro das cidades, o desafio da eletrificação precisa se estender para veículos mais pesados, operando longas distâncias”, argumenta a IEA.

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Dessa forma, dentro do cenário de contenção da temperatura global, as principais rotas rodoviárias devem ser equipadas de forma a garantir o recarregamento dos caminhões híbridos, pois o alcance das baterias não permitiria jornada longas. Para que a transformação seja bem-sucedida, a IEA ainda recomenda melhorias na logística do uso de caminhões e a integração das entregas de longa distância e locais, além de ajustes no cronograma para evitar que os caminhões viagem durante períodos de congestionamento.

Como dito anteriormente, a eletrificação do transporte responderá pela maior parte dos investimentos, sendo que a IEA estima também que mais de 75% desse dinheiro será direcionado para veículos de passageiros, com o transporte de cargas abocanhando o restante. “Mas essa soma é mitigada pela significante redução no custo das baterias”, afirma o documento, demonstrando que a IEA acredita na tendência de queda dos preços.

A perspectiva é que os preços caiam de maneira mais acelerada no cenário de contenção da temperatura mundial, com o custo de produção unitário atingindo US$ 80/kWh até 2030 – vinte anos antes do que está previsto no cenário de novas políticas ambientais. “O motivo é que as políticas de incentivo à eletrificação facilitarão uma venda acumulada de 2 bilhões de carros elétricos a mais no cenário de contenção da temperatura em relação ao cenário de novas políticas ambientais”, afirma o estudo.

Além desses investimentos, a eletrificação do transporte rodoviário também implica em investimentos significativos em toda a cadeia, desde pesquisa e desenvolvimento em capacidade e robustez de baterias até uma melhoria na rede elétrica para que ela atenda à uma possível maior demanda local, o desenvolvimento de estações de recarga para carros e a instalação de linhas catenárias para caminhões.

A jornada dos biocombustíveis até 2050

Assim, para transformar em realidade o cenário de contenção da temperatura global, a IEA prevê uma transição para um setor de transporte com baixas emissões de carbono. O estudo afirma que isso depende de uma política forte e integrada, capaz de considerar as especificidades de cada meio de transporte e ir além dos esforços já existentes.

“Padrões fortalecidos para a eficiência dos veículos, determinados em um nível internacional, seriam cruciais para cortar as emissões em todos os tipos de transportes”, afirma a instituição, que continua: “Mas apenas os padrões não devem ser suficientes para assegurar o desenvolvimento adequado de opções de transporte com baixas emissões”.

Por exemplo, impostos diferenciados para compra de veículos poderiam complementar regulações sobre eficiência energética ao dar sinais claros – em forma de precificação – de favorecimento às tecnologias mais eficientes. Para o cenário que prevê uma contenção da temperatura do planeta, também seriam necessários investimentos na infraestrutura para pontos de recarregamento de veículos elétricos, sistema de estradas elétricas para caminhões, redes de transporte público bem planejadas e integradas e uma estratégia bem definida de fornecimento e transformação de biomassa.

Outra das mais importantes medidas sugeridas tem impacto direto sobre o mercado de combustíveis: a precificação do carbono. Para a IEA, ela seria necessária para compensar quedas dos preços do petróleo e evitar efeitos de rebote.

De acordo com os cálculos apresentados, o impacto de uma política “fortalecida, robusta e ambiciosa” é que, no cenário de contenção da temperatura mundial, a demanda de energia pelo setor de transportes atingiria um pico de 2,75 bilhões de toneladas de petróleo equivalente até a metade dos anos 2020 para, então, começar a declinar. Em 2050, esse valor já teria caído para 2,25 bilhões de toneladas – um índice 15% abaixo do atual.

Mais informações

Renata Bossle – NovaCana

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