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Com crescimento de 6% no lucro, Cocal obtém R$ 149,81 milhões na safra 2020/21

O lucro bruto da usina atingiu R$ 505,95 milhões, porém a posição do endividamento aumentou a uma taxa de 66,7%

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Em fevereiro deste ano, a Cocal anunciou a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 480 milhões. Os títulos receberam a nota AA+ em escala nacional pela S&P Global Ratings, marcando o bom momento da companhia.

Na safra 2020/21, o grupo Cocal – formado pela controladora, duas usinas, uma companhia de comercialização de energia e outras cinco empresas – registrou um lucro líquido de R$ 310,62 milhões, crescimento de 168,8%.

Especificamente, as unidades de Paraguaçu Paulista (SP) e Narandiba (SP) e a Cocal Termoelétrica obtiveram um crescimento no lucro pela segunda vez consecutiva, contabilizando R$ 149,81 milhões. As sucroenergéticas tiveram uma variação positiva de 6% no resultado ante os R$ 141,34 milhões do período anterior.

No ciclo de 2018/19, elas haviam contabilizado uma queda, saindo dos patamares acima de R$ 100 milhões e indo a R$ 82,13 milhões.

Na safra, as usinas do grupo processaram 8,7 milhões de toneladas de cana, volume recorde e 1,6% superior ao da safra anterior. Com isso, foram produzidas 759 mil toneladas de açúcar, um aumento de 32,1%, e 162 milhões de litros de etanol, uma queda de 27,7%.

“A Cocal priorizou o açúcar em seu mix de produção, em função da maior rentabilidade em detrimento do etanol”, justifica a empresa em seu relatório de demonstrações financeiras do grupo referente a 2020/21.

Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes:

- Resultados líquidos anuais da Cocal
- Relação entre receitas e custos
- Lucro bruto dos últimos anos
- Dívida atual da empresa

Em fevereiro deste ano, a Cocal anunciou a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 480 milhões. Os títulos receberam a nota AA+ em escala nacional pela S&P Global Ratings, marcando o bom momento da companhia.

Na safra 2020/21, o grupo Cocal – formado pela controladora, duas usinas, uma companhia de comercialização de energia e outras cinco empresas – registrou um lucro líquido de R$ 310,62 milhões, crescimento de 168,8%.

Especificamente, as unidades de Paraguaçu Paulista (SP) e Narandiba (SP) e a Cocal Termoelétrica obtiveram um crescimento no lucro pela segunda vez consecutiva, contabilizando R$ 149,81 milhões. As sucroenergéticas tiveram uma variação positiva de 6% no resultado ante os R$ 141,34 milhões do período anterior.

No ciclo de 2018/19, elas haviam contabilizado uma queda, saindo dos patamares acima de R$ 100 milhões e indo a R$ 82,13 milhões.

cocal 2021 resultado 260821

Na safra, as usinas do grupo processaram 8,7 milhões de toneladas de cana, volume recorde e 1,6% superior ao da safra anterior. Com isso, foram produzidas 759 mil toneladas de açúcar, um aumento de 32,1%, e 162 milhões de litros de etanol, uma queda de 27,7%.

“A Cocal priorizou o açúcar em seu mix de produção, em função da maior rentabilidade em detrimento do etanol”, justifica a empresa em seu relatório de demonstrações financeiras do grupo referente a 2020/21.

Desempenho operacional

A Cocal também registrou um crescimento de 53,4% no lucro bruto, que chegou a R$ 710,84 milhões. Considerando apenas as usinas e a termelétrica, o valor foi de R$ 505,95 milhões, aumento de 2,3% ante os R$ 494,47 milhões da safra anterior.

O menor valor recente do lucro bruto foi no ciclo 2018/19, quando o grupo contabilizou R$ 268,4 milhões e as usinas obtiveram um resultado de R$ 297,16 milhões.

cocal 2021 bruto 260821

Durante o período 2020/21, a receita operacional líquida também registrou crescimento, alcançando R$ 1,65 bilhão nas unidades industriais, avanço anual de 16,3%. Neste caso, o valor consolidado é superior ao do grupo, de R$ 1,64 bilhão (+16,5%).

Por sua vez, os custos com produção também aumentaram. Nas usinas e na termelétrica, isso ocorreu a uma taxa maior que a receita, com 23,8%, saindo dos R$ 923,79 do período anterior para R$ 1,14 bilhão. No resultado combinado, entretanto, a elevação foi de 14%, para R$ 1,07 bilhão.

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Desta forma, a relação entre custos e receitas piorou nas usinas, subindo de 65,1% em 2019/20 para 69,3% – neste indicador, quanto mais baixo o valor, melhor é o desempenho. Já considerando o grupo, o resultado teve uma leve melhora, passando de 66,5% para 65,1%.

Perfil da dívida

Já em relação às dívidas, os empréstimos e financiamentos do grupo Cocal totalizavam R$ 2,7 bilhões no dia 31 de março deste ano. Assim, a companhia registrou uma variação de 57,5% ante o valor visto ao final do período anterior, de R$ 1,71 bilhão.

Nas usinas e na termelétrica, por sua vez, a elevação da posição foi de 66,7%, para R$ 2,63 bilhões. A última vez que a empresa teve seu endividamento abaixo da casa do bilhão foi em 2017, com R$ 644,27 milhões.

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“Novas linhas de crédito foram liberadas, com objetivo de fortalecer o nível de liquidez da companhia e proporcionar novos investimentos focados na diversificação de produtos e sustentabilidade”, relata a empresa.

Especificamente, o valor de débitos com vencimento em curto prazo mais que duplicou, com um crescimento de 106,7%. Assim, as dívidas a serem pagas pelo grupo ao longo da safra 2021/22 somavam R$ 923,57 milhões; no ano anterior, a posição era de R$ 446,91 milhões.

Já o valor comprometido a médio e longo prazos teve uma variação anual de 40,2%, saltando de R$ 1,27 bilhão para R$ 1,78 bilhão em 31 de março deste ano.

Lucas Vasconcelos – NovaCana

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