Em comunicado enviado nesta segunda-feira (18), a Clealco afirma que os credores da companhia decidiram recusar a oferta apresentada pelo fundo de investimentos Amerra Capital Management. De acordo com o texto, o fundo enviou uma proposta de aquisição no valor de US$ 47 milhões, e foi a única companhia a apresentar interesse na usina durante o processo competitivo iniciado pela Clealco como parte de seu plano de recuperação.
Em assembleia realizada ontem, a oferta foi recusada por unanimidade dos presentes, que representavam mais de 90% dos credores. A decisão sobre a alienação da unidade cabia aos credores com garantia real e quirografários que optaram em receber os créditos da recuperação judicial com os recursos provenientes da venda da usina Queiroz.
“O motivo principal da não aceitação, além de a proposta não respeitar várias disposições do plano de recuperação judicial homologado, foi o valor ofertado: menos de US$ 15 por tonelada de cana-de-açúcar”, alega a companhia. O valor foi considerado baixo pelos credores frente ao histórico de aquisições do setor e ao potencial produtivo da usina, que tem capacidade de moer 4,5 milhões de toneladas de cana por safra.
De acordo com a Clealco, a companhia já está em negociações junto aos credores para que o prazo de venda dos seus ativos seja estendido, permitindo que isso aconteça em um momento de condições mais favoráveis de mercado.
O comunicado ainda complementa que a sucroenergética prevê encerrar a moagem da safra 2019/20 nos próximos dias, com um volume de 4,1 milhões de toneladas de cana moídas na unidade de Queiroz. “Além disso, intensificou o plano de plantio de cana-de-açúcar, tendo renovado mais de 12 mil ha de canaviais em 2019 e com mais 15 mil ha planejados para 2020”, afirma.
Atualmente, das três unidades do grupo, apenas a Queiroz está em operação. Para a safra 2020/21, a Clealco relata que as operações da unidade Clementina, localizada na cidade paulista de mesmo nome, devem ser retomadas.
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