Agência de classificação de risco acredita que a capacidade da sucroenergética para honrar os pagamentos aos investidores é “muito forte”
Acompanhando o mesmo patamar já dado à Tereos Açúcar e Energia, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings deu a nota AA-, em escala nacional, a três séries de emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da sucroenergética. Os papéis, que são lastreados por debêntures da própria companhia, foram emitidos em outubro e dezembro de 2018 e têm vencimento em outubro de 2022, outubro de 2024 e janeiro de 2025.
“O rating das operações reflete nossa opinião de crédito sobre as debêntures, as quais possuem a Tereos como única devedora. Entendemos que as debêntures têm a mesma senioridade que as demais dívidas senior unsecured da Tereos”, resume a S&P.
Ainda de acordo com o relatório, foi analisada a estrutura de pagamentos da sucroenergética, incluindo o risco de insuficiência de recursos. “Esse risco é mitigado pelo fato de que a Tereos é obrigada a arcar com o pagamento de todas as despesas de ambas as operações e também com o pagamento de eventuais impostos que possam incidir sobre as debêntures”, coloca a S&P.
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Acompanhando o mesmo patamar já dado à Tereos Açúcar e Energia, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings deu a nota AA-, em escala nacional, a três séries de emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da sucroenergética. Os papéis, que são lastreados por debêntures da própria companhia, foram emitidos em outubro e dezembro de 2018 e têm vencimento em outubro de 2022, outubro de 2024 e janeiro de 2025.
“O rating das operações reflete nossa opinião de crédito sobre as debêntures, as quais possuem a Tereos como única devedora. Entendemos que as debêntures têm a mesma senioridade que as demais dívidas senior unsecured da Tereos”, resume a S&P.
Ainda de acordo com o relatório, foi analisada a estrutura de pagamentos da sucroenergética, incluindo o risco de insuficiência de recursos. “Esse risco é mitigado pelo fato de que a Tereos é obrigada a arcar com o pagamento de todas as despesas de ambas as operações e também com o pagamento de eventuais impostos que possam incidir sobre as debêntures”, coloca a S&P.
Pagamentos dos CRAs
Conforme divulgado pela S&P, a primeira e a segunda séries da 18ª emissão de CRAs da Tereos foram feitas em 15 de outubro de 2018, levantando um montante de R$ 392,19 milhões. Deste total, R$ 170,78 milhões são relativos à primeira série, enquanto os R$ 221,41 milhões restantes correspondem à segunda.
No primeiro caso, os investidores recebem, semestralmente, juros equivalentes a 103% da taxa de depósito interbancário (DI). Já para a segunda série, que tem pagamento anual, a remuneração é a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acrescida de 5,81% ao ano.
Por sua vez, o pagamento do valor principal, em ambas as séries, é feito em duas parcelas anuais seguindo o cronograma de pagamentos da transação. No primeiro caso, a amortização foi agendada para 2021 e 2022; no segundo, para 2023 e 2024.
A terceira emissão analisada pela S&P envolve a série única da 22ª emissão de CRAs feita em 17 de dezembro de 2018, que captou R$ 324,37 milhões. Neste caso, os juros remuneratórios equivalentes à taxa DI acrescida de 0,7% ao ano, com pagamentos semestrais. Além disso, o valor principal será pago em duas parcelas, em 2024 e 2025.
Foco em captações verdes
Durante a safra 2020/21, a Tereos levantou mais de R$ 1 bilhão por meio de financiamentos verdes, ou seja, vinculados a metas ou projetos com compromissos sustentáveis ou sociais. De acordo com a própria companhia, ela foi a que mais realizou este tipo de transação no período dentro do setor sucroenergético.
Contudo, isso não impediu que a sucroenergética registrasse uma perda líquida de R$ 41 milhões na temporada. Em relatório divulgado à imprensa na ocasião, o presidente da direção executiva do grupo Tereos na França, Philippe de Raynal, afirmou que existe “uma grande margem de progresso”: “Com nosso plano estratégico, a orientação é clara no sentido da geração de valor, da rentabilidade das atividades e no controle da dívida”.
No ano passado, a companhia aprovou a emissão de R$ 480 milhões em debêntures incentivadas, vinculadas a um projeto de investimento classificado como prioritário pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O valor deverá ser utilizado para investimentos na produção de cana-de-açúcar, o que inclui o preparo de solo, o plantio e os tratos culturais.
Renata Bossle – NovaCana