Uma parte do capital aplicado pela usina Santa Fé em seus canaviais durante a safra 2023/24 pode retornar para as reservas da companhia após a emissão de debêntures. A companhia do grupo Itaquerê obteve, junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), o enquadramento de um projeto como prioritário, permitindo a geração de papéis com vantagens para os investidores.
Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira, 14, a unidade localizada em Nova Europa apresentou os aportes em renovação, modernização e aumento da produtividade de canaviais para cultivo da cana-de-açúcar destinada à produção de etanol e biomassa. O valor total, entretanto, não foi revelado.
Como o período dos investimentos se encerrou em 31 de dezembro do ano passado, as debêntures funcionarão como um reembolso de despesas ou dívidas da usina, desde que elas estejam vinculadas ao projeto de investimentos apresentado ao MME.
Na safra 2022/23 – ou seja, a temporada anterior ao período beneficiado pelas debêntures –, a Santa Fé contabilizou o maior resultado da sua série histórica, com um lucro líquido de R$ 74,71 milhões, acréscimo de 163,2% ante a temporada anterior. Em 31 de março de 2023, as dívidas brutas da companhia com empréstimos e financiamentos somavam R$ 873,68 milhões, alta anual de 14,7%.
A aprovação do projeto da Santa Fé junto ao MME acontece duas semanas após a companhia enviar um aviso ao mercado sobre a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) de R$ 170 milhões. Para saber mais, acesse o texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana).
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