Usina teve um resultado líquido positivo de R$ 74,71 milhões, alta anual de 163,2%
Na safra 2022/23, a usina Santa Fé contabilizou o maior resultado da sua série histórica, iniciada no ciclo 2013/14. No período, a sucroenergética localizada em Nova Europa (SP) somou um lucro líquido de R$ 74,71 milhões, acréscimo de 163,2% ante a temporada anterior, com R$ 28,38 milhões.
Este é o segundo resultado positivo consecutivo da companhia. As demonstrações financeiras foram divulgadas pela sucroenergética no jornal Data Mercantil.
Na publicação, a companhia afirma que a melhora dos indicadores é reflexo “de uma geração de caixa positiva em suas atividades operacionais, proporcionando a manutenção dos investimentos necessários à continuidade do negócio”.
Além disso, também são levados em conta o melhor gerenciamento do índice de alavancagem e o de estrutura de capital.
No ciclo, a moagem do grupo chegou a 4,16 milhões de toneladas, com o direcionamento de 52,4% da matéria-prima para a fabricação de açúcar.
No encerramento das operações, em dezembro do ano passado, o CEO da Santa Fé, Francisco Sylvio Gavotti, declarou que a 93ª safra da companhia terminou com números expressivos, que superaram o planejamento e as metas estabelecidas no começo da temporada.
Confira no texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, gráficos e análises a respeito das demonstrações financeiras da Santa Fé e seu histórico desde o ciclo 2013/14.
Errata (15/09, às 14h15): Em sua primeira versão, a reportagem inverteu informações sobre as dívidas brutas de longo prazo e de curto prazo da Santa Fé, além trazer um gráfico com dados errados. O texto abaixo foi corrigido.
Na safra 2022/23, a usina Santa Fé contabilizou o maior resultado da sua série histórica, iniciada no ciclo 2013/14. No período, a sucroenergética localizada em Nova Europa (SP) somou um lucro líquido de R$ 74,71 milhões, acréscimo de 163,2% ante a temporada anterior, com R$ 28,38 milhões.
Este é o segundo resultado positivo consecutivo da companhia. As demonstrações financeiras foram divulgadas pela sucroenergética no jornal Data Mercantil.
Na publicação, a companhia afirma que a melhora dos indicadores é reflexo “de uma geração de caixa positiva em suas atividades operacionais, proporcionando a manutenção dos investimentos necessários à continuidade do negócio”.
Além disso, também são levados em conta o melhor gerenciamento do índice de alavancagem e o de estrutura de capital.

No ciclo, a moagem do grupo chegou a 4,16 milhões de toneladas, com o direcionamento de 52,4% da matéria-prima para a fabricação de açúcar.
No encerramento das operações, em dezembro do ano passado, o CEO da Santa Fé, Francisco Sylvio Gavotti, declarou que a 93ª safra da companhia terminou com números expressivos, que superaram o planejamento e as metas estabelecidas no começo da temporada.
Resultado operacional
A receita operacional da companhia também seguiu a tendência de aumentos na última temporada, totalizando R$ 1,23 bilhão. O valor, que também representa um novo recorde para a Santa Fé, representa uma alta anual de 17,8%.
Os custos também aumentaram, mas em menor proporção, 13,2%, somando R$ 853,99 milhões.

Assim, a relação entre receitas e custos da empresa ficou em 69,6%, marcando uma queda de 2,8 pontos percentuais em relação à temporada anterior.
Além disso, a Santa Fé contabilizou um aumento de 77,4% em seu lucro bruto, totalizando R$ 339 milhões na safra 2022/23.
O acréscimo ocorreu mesmo com uma desvalorização de R$ 2,2 milhões em seu ativo biológico (cana em pé) e, ainda, perdas contábeis de R$ 32,48 milhões relativas à adoção das regras do CPC 48.
No ano anterior, a companhia registrou ganhos de R$ 4,6 milhões em seu ativo biológico, enquanto as perdas contábeis chegaram a R$ 110,51 milhões.

O CPC 48 é um conjunto de normas que altera a forma como são contabilizados os ativos de uma empresa, afetando principalmente as companhias que possuem títulos de dívida e patrimoniais.
Posição das dívidas
Por sua vez, os débitos da Santa Fé com empréstimos e financiamentos tiveram um aumento de 14,7% no último ano. Em março de 2023, as dívidas brutas da companhia somavam R$ 873,68 milhões.
Deste total, R$ 621,74 milhões se referem a débitos com vencimento em longo prazo, alta anual de 19,6% em comparação com R$ 519,87 milhões devidos no ano anterior.
Os R$ 251,94 milhões restantes contam com um vencimento de até doze meses. O montante representa uma alta anual de 4,3%.

Ao mesmo tempo, a companhia destaca que tem registrado melhoras consistentes em seu fluxo de caixa. Ao final de 2022/23, a posição de caixa e equivalentes era de R$ 331,41 milhões, avanço de 43,6% ante os R$ 230,84 milhões contabilizados um ano antes.
Em março do ano passado, a Santa Fé concluiu a captação de R$ 100 milhões por meio do modelo de empréstimos vinculado ao RenovaBio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo a usina, este foi o primeiro financiamento alinhado a metas ESG (ambientais, sociais e de governança, na sigla em inglês).
Giully Regina – NovaCana