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Coruripe confirma parceria com GranBio para controlar usina Guaxuma por 10 anos

Coruripe 171016Diretor-presidente do Grupo Coruripe e o gestor da administração da massa falida da Laginha Agroindustrial dão detalhes sobre o contrato de arrendamento

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Na última sexta-feira (14), foi consolidado o contratado de arrendamento na Usina Guaxuma, pertencente ao Grupo João Lyra. A oficialização aconteceu por meio de ato de assinatura pelo empresário João Lyra.

O contrato de arrendamento, já assinado pela Usina Coruripe e pela Granbio, empresas que passam a administrar a unidade, aguardava apenas a homologação do juiz responsável pela falência da companhia alagoana para o ato de assinatura.

A Usina Guaxuma possui uma área total de mais de 17,5 mil hectares e está avaliada em R$ 864,1 milhões. Com uma capacidade de produção de 1,8 milhões de toneladas por safra, a usina é a segunda arrendada pela massa falida do Grupo João Lyra.

O diretor-presidente da Coruripe, Jucelino Sousa e o gestor da massa falida dão detalhes sobre a operação e o início das atividades.

Na última sexta-feira (14), foi consolidado o contratado de arrendamento na Usina Guaxuma, pertencente ao Grupo João Lyra, segundo informações fornecidas pela administração da massa falida da Laginha Industrial. A oficialização aconteceu por meio de ato de assinatura pelo empresário João Lyra.

O contrato de arrendamento, já assinado pela Usina Coruripe e pela Granbio, empresas que passam a administrar a unidade, aguardava apenas a homologação do juiz responsável pela falência da companhia alagoana para o ato de assinatura.

Segundo informação da administração da massa falida, agora, “o processo será conduzido aos autos para publicação e concretização do ato, sendo os demais atos públicos apenas acessórios”.

A Usina Guaxuma possui uma área total de mais de 17,5 mil hectares e está avaliada em R$ 864,1 milhões. Com uma capacidade de produção de 1,8 milhões de toneladas por safra, a usina é a segunda arrendada pela massa falida do Grupo João Lyra. A primeira foi a Uruba, de Atalaia, que foi negociada com a Cooperativa dos Produtores Rurais do Vale de Satuba (Copervales).

“Os arrendamentos já efetivados por esta Administração Judicial consolidam a manutenção de 50% do patrimônio da massa falida, pois as duas unidades representam R$ 1 bilhão dos ativos”, aponta o gestor da massa falida de Henrique Cunha.

Arrendamento da Guaxuma

Em entrevista ao NovaCana, o diretor-presidente da Coruripe, Jucelino Sousa, confirmou o andamento das negociações do arrendamento da Usina Guaxuma com um contrato que terá duração de 10 anos. “A Coruripe e a Granbio vão assumir a operação da unidade industrial e a exploração de cerca de 12.500 hectares de terras. Parte das terras será explorada pela Coruripe, parte pela Granbio e parte por fornecedores da região”, explica.

De acordo com o gestor da massa falida, Henrique Cunha, a parceria entre a Granbio e a Coruripe deve manter o mesmo perfil da Granbio-Caeté. Na Bioflex, usina da Granbio de etanol de segunda geração (2G), construída em São Miguel dos Campos (AL), a geração de vapor e energia elétrica recebeu um investimento conjunto com a Usina Caeté, do grupo alagoano Carlos Lyra.

Indagado sobre os detalhes da parceria e como funcionará a operação, o diretor da Coruripe disse que os termos do consórcio e o papel de cada empresa são, por enquanto, confidenciais: “As partes serão responsáveis em conjunto por todas as obrigações do contrato”. Já a Granbio, em comunicado, disse que não vai comentar o assunto.

No entanto, segundo Sousa, já está confirmado o início das operações para a safra 2017/18. A expectativa da Coruripe é reduzir o raio médio de colheita e otimizar o sistema de irrigação. “As consequências estão na produtividade média na região, aumentando a oferta de cana para a Guaxuma e para a própria unidade da Coruripe”, complementa.

Demais usinas

A administração da massa falida do Grupo João Lyra lançou no início do mês de setembro um relatório de prestações de contas que vai desde agosto de 2015 a julho de 2016. A publicação revela que o próximo passo é a reativação da Usina Laginha na forma de arrendamento, com renda revertida para pagamento de credores. A negociação deve ocorrer após as vendas das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, localizadas em Minas Gerais.

“As unidades do triângulo mineiro – Vale do Paranaíba e Trialcool – tiveram a audiência para a entrega das propostas de aquisição adiada para o dia 15 de dezembro”, situa Cunha. Já em relação à Usina Laginha, o gestor afirma: “Planeja-se um projeto hibrido de parcerias para a retomada de suas atividades e, diante de sua complexidade, deve demorar mais”.

O complexo empresarial, hoje falido, abrange as usinas Laginha, Guaxuma, Uruba, Triálcool e Vale do Paranaíba e as empresas coligadas Mapel, Sapel e JL Agroquímica. Todas integravam o Grupo João Lyra, pertencente ao usineiro e ex-deputado federal João Lyra, que chegou a figurar como o parlamentar mais rico do país nas eleições de 2010.

Marina Gallucci – NovaCana

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