Com o mercado de combustíveis ainda prejudicado pela pandemia de covid-19, o consumo das opções para motores do ciclo Otto caiu 2,9% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2020. No total, a demanda foi de 4,38 bilhões de litros em gasolina C equivalente, sendo 3,17 bilhões de litros de gasolina C e 1,71 bilhão de etanol hidratado.
Os dados referentes à demanda de combustíveis foram divulgados na sexta-feira, 26, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para o etanol, especificamente, a queda foi de 10,2% na comparação anual, enquanto a gasolina se manteve estável. Este resultado evidencia a tendência observada nos últimos meses, com o biocombustível sofrendo uma redução de consumo maior do que a do seu concorrente fóssil. Em 2020, enquanto o etanol viu sua demanda cair 14,6%, a diminuição para a gasolina foi de 6,1%.
De acordo com os dados da ANP, 27,55% do volume abastecido por veículos do ciclo Otto em janeiro deste ano era de etanol; no mesmo período do ano passado, esta relação estava em 29,79%. Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do renovável, o biocombustível atendeu a 48,6% da demanda, ante 52,41% em janeiro de 2020.
Ainda assim, janeiro trouxe alguns alentos para as usinas de etanol. De acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), a segunda quinzena do mês marcou a primeira ocasião na safra 2020/21 em que o volume comercializado pelas produtoras do Centro-Sul no mercado interno superou o resultado da safra 2019/20, com um crescimento de 1,64%.
Mas os números da entidade também mostram que o consumo de hidratado segue reduzido ante o de anidro. Em janeiro, as vendas domésticas do primeiro foram de 1,65 bilhão de litros, queda anual de 6,25%. O segundo, por sua vez, alcançou 810,05 milhões de litros no período, um crescimento anual de 10,53%.
“O aumento do volume comercializado de etanol anidro pelas unidades produtoras reflete a capacidade destas de atender ao volume necessário para a mistura obrigatória, o que reduz a necessidade de importação do biocombustível”, afirma o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, referindo-se ao maior direcionamento do biocombustível para o mercado da região Norte-Nordeste.






Renata Bossle – novaCana.com
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