Etanol: Mercado

Consumo de etanol hidratado cai 14,6% em 2020, ficando em 19,3 bi litros [30 gráficos]

Demanda por combustíveis do Ciclo Otto teve recuo de 8,6% na comparação anual, caracterizando perda de mercado para o biocombustível


NovaCana - 02 fev 2021 - 09:25

Em um ano abalado pela pandemia de covid-19, que afetou a economia e o consumo de combustíveis, os motoristas brasileiros abasteceram com 19,26 bilhões de litros de etanol hidratado. Esta quantia representa uma queda de 14,6% em relação aos 22,54 bilhões registrados em 2019.

Os dados referentes à demanda de combustíveis foram divulgados na sexta-feira, 29, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com os números apresentados, a queda do biocombustível foi mais acentuada do que o recuo de 6,1% registrado pela gasolina, principal concorrente nas bombas. Em 2020, o consumo do combustível fóssil foi de 35,83 bilhões de litros, ante 38,17 bilhões no ano anterior.

Considerando também a comercialização de 9,67 bilhões de litros de etanol anidro, utilizado na mistura da gasolina, as vendas do renovável chegaram a 28,93 bilhões de litros em 2020. Neste caso, o recuo anual ante os 32,85 bilhões de litros de 2019 é de 11,9%.

No total, a demanda por combustíveis do Ciclo Otto no ano passado somou 49,44 bilhões de litros (em gasolina-equivalente), uma queda de 8,6% na comparação com os 54,11 bilhões contabilizados em 2019.

Dezembro trouxe perspectiva de retomada

No último mês de 2020, o consumo de etanol hidratado foi de 1,94 bilhões de litros, 9,4% abaixo da demanda observada um ano antes. Segundo a ANP, isto significa que o biocombustível correspondeu a 26,9% do volume abastecido no período; um ano antes, esta participação de mercado era de 29,8%.

No total, a demanda por combustíveis do Ciclo Otto (em gasolina-equivalente) foi de 5,09 bilhões de litros, caracterizando um ligeiro aumento de 0,2% ante os 5,07 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Apesar da elevação na demanda ser pequena, esta é a primeira vez desde fevereiro em que há aumento em uma comparação anual. Este fato foi ressaltado pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) em um comunicado enviado à imprensa.

No texto, o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, comentou a perda de mercado do biocombustível. “O crescimento do consumo de gasolina e a queda na demanda de etanol hidratado são explicados, entre outros fatores, pela maior recuperação das vendas na região Norte-Nordeste, onde a competitividade do biocombustível é menor”, justifica.

Em dezembro, as vendas de gasolina somaram 3,72 bilhões de litros, alta anual de 4,3%. Com isso, a demanda por etanol anidro foi de 1 bilhão, caracterizando um consumo total de 2,94 bilhões de litros do renovável e minimizando a queda anual, que passa a ser de 5,1%.

Em análise publicada pela S&P Global Platts, a analista sênior de preços Nicolle Monteiro de Castro afirma que estes números vão além do aumento sazonal da demanda por combustíveis, característica do período de férias. Segundo ela, houve um ganho adicional parcialmente explicado pelas restrições sociais mais leves.

“Os participantes do mercado esperam que, em 2021, as vendas mensais continuem mostrando um aumento mês a mês, à medida em que o país inicia o processo de vacinação e a maioria das escolas reinicie as aulas normais, o que pode contribuir para uma maior demanda de combustível no país”, detalha.

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Renata Bossle – novaCana.com


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