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Consumo de etanol tem queda anual de 6,8% em fevereiro [30 gráficos]

Demanda por combustíveis do ciclo Otto no primeiro bimestre do ano é a mais baixa desde 2013, com acumulado de 8,32 bilhões de litros

NovaCana 3 min de leitura

A acelerada dinâmica do mercado de combustíveis favoreceu o etanol em fevereiro. Em meio ao breve afrouxamento de medidas de restrição de mobilidade, à oferta restrita por conta da entressafra de cana-de-açúcar e às consecutivas altas da gasolina, o biocombustível ganhou participação e foi valorizado nas usinas. Ainda assim, o contexto de pandemia se manteve e o volume consumido foi inferior na comparação anual.

Segundo números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados hoje, 31, o consumo de etanol hidratado em fevereiro foi de 1,65 bilhão de litros, 6,8% a menos que os 1,77 bilhão registrados no mesmo mês de 2020, antes dos primeiros casos de covid-19 no Brasil.

Por sua vez, o volume total de combustíveis do ciclo Otto adquirido foi de 3,94 bilhões de litros, queda de 9,3% na comparação anual. Especificamente, 2,77 bilhões de litros foram de gasolina, o que significa um decréscimo de 10,3%.

O menor recuo para o etanol indica um ganho de participação de mercado perante o seu correspondente fóssil. No mês, 29,71% do total abastecido foi com o renovável, o maior resultado desde janeiro de 2020. No mesmo mês deste ano, o indicador era de 27,55% e, em fevereiro de 2020, de 28,9%.

Considerando o desempenho no primeiro bimestre do ano, no entanto, o biocombustível segue em desvantagem perante a gasolina, conforme tendência vista ao longo de 2020. No período, o consumo de etanol foi de 3,36 bilhões de litros, queda anual de 8,5%. Ao mesmo tempo, o consumo total recuou 6%, para 8,32 bilhões de litros, o resultado mais baixo desde 2013.

consumo 01 otto acumulado block 020321

consumo 02 otto mensal block 020321

consumo 03 combustiveis evolucao block 020321

consumo 04 hidratado anual block 020321

consumo 05 hidratado mensal block 020321

consumo 06 preferencia consumidor block 020321

NovaCana DATA (exclusivo assinantes)

Renata Bossle – NovaCana

A acelerada dinâmica do mercado de combustíveis favoreceu o etanol em fevereiro. Em meio ao breve afrouxamento de medidas de restrição de mobilidade, à oferta restrita por conta da entressafra de cana-de-açúcar e às consecutivas altas da gasolina, o biocombustível ganhou participação e foi valorizado nas usinas. Ainda assim, o contexto de pandemia se manteve e o volume consumido foi inferior na comparação anual.

Segundo números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados hoje, 31, o consumo de etanol hidratado em fevereiro foi de 1,65 bilhão de litros, 6,8% a menos que os 1,77 bilhão registrados no mesmo mês de 2020, antes dos primeiros casos de covid-19 no Brasil.

Por sua vez, o volume total de combustíveis do ciclo Otto adquirido foi de 3,94 bilhões de litros, queda de 9,3% na comparação anual. Especificamente, 2,77 bilhões de litros foram de gasolina, o que significa um decréscimo de 10,3%.

O menor recuo para o etanol indica um ganho de participação de mercado perante o seu correspondente fóssil. No mês, 29,71% do total abastecido foi com o renovável, o maior resultado desde janeiro de 2020. No mesmo mês deste ano, o indicador era de 27,55% e, em fevereiro de 2020, de 28,9%.

Considerando o desempenho no primeiro bimestre do ano, no entanto, o biocombustível segue em desvantagem perante a gasolina, conforme tendência vista ao longo de 2020. No período, o consumo de etanol foi de 3,36 bilhões de litros, queda anual de 8,5%. Ao mesmo tempo, o consumo total recuou 6%, para 8,32 bilhões de litros, o resultado mais baixo desde 2013.

consumo 01 otto acumulado310321

consumo 02 otto mensal310321

consumo 03 combustiveis evolucao310321

consumo 04 hidratado anual310321

consumo 05 hidratado mensal310321

consumo 06 preferencia consumidor310321

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Renata Bossle – NovaCana

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