A acelerada dinâmica do mercado de combustíveis favoreceu o etanol em fevereiro. Em meio ao breve afrouxamento de medidas de restrição de mobilidade, à oferta restrita por conta da entressafra de cana-de-açúcar e às consecutivas altas da gasolina, o biocombustível ganhou participação e foi valorizado nas usinas. Ainda assim, o contexto de pandemia se manteve e o volume consumido foi inferior na comparação anual.
Segundo números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados hoje, 31, o consumo de etanol hidratado em fevereiro foi de 1,65 bilhão de litros, 6,8% a menos que os 1,77 bilhão registrados no mesmo mês de 2020, antes dos primeiros casos de covid-19 no Brasil.
Por sua vez, o volume total de combustíveis do ciclo Otto adquirido foi de 3,94 bilhões de litros, queda de 9,3% na comparação anual. Especificamente, 2,77 bilhões de litros foram de gasolina, o que significa um decréscimo de 10,3%.
O menor recuo para o etanol indica um ganho de participação de mercado perante o seu correspondente fóssil. No mês, 29,71% do total abastecido foi com o renovável, o maior resultado desde janeiro de 2020. No mesmo mês deste ano, o indicador era de 27,55% e, em fevereiro de 2020, de 28,9%.
Considerando o desempenho no primeiro bimestre do ano, no entanto, o biocombustível segue em desvantagem perante a gasolina, conforme tendência vista ao longo de 2020. No período, o consumo de etanol foi de 3,36 bilhões de litros, queda anual de 8,5%. Ao mesmo tempo, o consumo total recuou 6%, para 8,32 bilhões de litros, o resultado mais baixo desde 2013.






Renata Bossle – NovaCana
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