Em abril deste ano, a demanda por etanol hidratado ficou menor em comparação com março e com o mesmo período do ano passado. No mês, os consumidores adquiriram 1,17 bilhão de litros do biocombustível, o que representa uma queda anual de 16,9%. Já em relação ao mês anterior, a redução foi de 8%.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis em 2023 foram divulgadas nesta quarta-feira, 31, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O movimento vai na contramão do que costuma ocorrer no início da safra de cana-de-açúcar: a maior disponibilidade de etanol tende a ampliar o consumo do biocombustível. Mas, durante abril, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina nas bombas oscilou entre 70,5% e 74,4%, desfavorável ao renovável.
O período também registrou uma queda mensal para os combustíveis do ciclo Otto. Os motoristas de veículos leves demandaram 4,5 bilhões de litros em abril, um acréscimo anual de 5,8%, ante os 4,25 bilhões de abril passado. O valor, porém, representa uma queda mensal de 6,1% frente aos 4,79 bilhões de março deste ano.
Especificamente, o consumo de gasolina foi de 3,68 bilhões de litros em abril, alta de 12,7% no ano e baixa de 5,7% no mês.
Com isso, a participação do biocombustível neste mercado foi de 18,3% em abril; um ano antes, ela era de 23,3%; e, em abril de 2021, de 28,2%.
No acumulado de 2023, os abastecimentos com etanol somaram 4,59 bilhões de litros, queda de 10,2% ante os 5,11 bilhões de litros demandados no mesmo período de 2022. Além disso, em comparação com os 6,43 bilhões de litros vistos em 2021, a retração chega a 28,6%.
A gasolina, por sua vez, continua aumentando sua participação no mercado. No período, foram consumidos 15,12 bilhões de litros do fóssil, um aumento anual de 14,9%.
Desta forma, o consumo de combustíveis do ciclo Otto até abril chegou a 18,37 bilhões de litros de gasolina equivalente, alta de 9,5% em relação ao ano passado. Na comparação com 2021, o acréscimo chega a 14,4%.
Pela primeira vez desde o início da séria história, em 2004, o volume de janeiro a abril ultrapassou os 18 bilhões de litros consumidos. Assim, a gasolina também registrou um recorde, superando 15 bilhões de litros.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, a demanda por etanol em abril teve uma retração anual de 8,8%, alcançando 616 milhões de litros. No comparativo mensal, a baixa foi de 10,1%. O consumo de combustíveis de ciclo Otto, por sua vez, chegou a 1,3 bilhão de litros – alta anual de 3,8% e baixa mensal de 6,5%.
No acumulado de janeiro a abril, o consumo paulista de etanol teve uma redução de 1,7%, para 2,46 bilhões de litros. No ano anterior, o volume foi de 2,51 bilhões de litros.






Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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