Com o andamento de 2023, o consumo de etanol hidratado continua apresentando sinais de uma recuperação. Em setembro, os motoristas demandaram 1,49 bilhão de litros do biocombustível, alta de 6,6% ante os 1,4 bilhão de litros consumidos em agosto. Além disso, na comparação com os 1,34 bilhão de litros vistos em setembro de 2022, a alta foi de 11,6%.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis em 2023 foram divulgadas na última terça-feira, 31, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em tendência contrária, o consumo total de combustíveis do ciclo Otto registrou uma retração mensal de 3,1%, para 4,73 bilhões de litros de gasolina equivalente. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 0,5%.
Desta forma, a gasolina teve uma queda de 5,5% no volume consumido entre agosto e setembro, com 3,68 bilhões de litros. Na comparação com setembro de 2022, a redução foi de 3,5%.
Assim, com o consumo do biocombustível ganhando espaço sobre o do fóssil, a participação de mercado do etanol subiu dois pontos percentuais em setembro ante agosto, chegando a 22,3%. O índice também ficou acima dos 19,8% vistos no mesmo mês de 2022.
O resultado reflete a maior competitividade do renovável nos postos. Na primeira semana de setembro, por exemplo, o etanol estava custando menos de 70% do preço da gasolina em sete estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a relação entre os preços dos combustíveis estava em 62,5%.
Apesar do avanço no consumo nos últimos dois meses de acompanhamento da ANP, o etanol ainda não conseguiu recuperar todo o espaço perdido. No acumulado até setembro, foram consumidos 11 bilhões de litros, queda anual de 6%. De janeiro a setembro de 2022, os motoristas demandaram 11,7 bilhões de litros.
No total, a demanda por combustíveis do ciclo Otto até setembro chegou a 42,28 bilhões de litros, batendo um novo recorde para o período. Em comparação com o volume acumulado do ano anterior, houve um aumento de 7,8%.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do renovável, o abastecimento de etanol hidratado foi de 728 milhões de litros, acréscimo mensal de 2,7%. O volume, entretanto, representa uma queda de 2,8% ante setembro de 2022.
Já o consumo de combustíveis do ciclo Otto no estado foi de 1,35 bilhão de litros em gasolina equivalente, retração de 1% no ano e de 2% no mês.
Entre janeiro e setembro, a demanda paulista por etanol hidratado teve uma redução de 4,5%, chegando a 5,75 bilhões de litros. No ano anterior, o volume demandado foi de 6,01 bilhões de litros.






Giully Regina – NovaCana
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