Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 3 a 9 de setembro:

Os valores do etanol subiram em 11 estados e no Distrito Federal, enquanto os da gasolina aumentaram em sete unidades da federação
O consumo do biocombustível é considerado economicamente vantajoso em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais e Bahia
O preço do etanol hidratado teve baixa nas usinas mato-grossenses e paulistas, mas alta nas goianas
Levantamento de preços da ANP foi realizado em 441 cidades brasileiras, duas a menos do que na semana anterior
O preço médio do etanol voltou a apresentar alta nos postos brasileiros na última semana, após um período de queda; já o da gasolina passou pela segunda baixa seguida. Entre 3 e 9 de setembro, o biocombustível aumentou 0,3%, de R$ 3,65 por litro para R$ 3,66/L, e o seu concorrente fóssil retraiu 0,2%, de R$ 5,87/L para R$ 5,86/L.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos – desta forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Com o aumento do etanol e a redução da gasolina, a vantagem comercial do renovável reduziu no período. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 62,5% na média nacional, superior aos 62,2% de uma semana antes.
Mesmo assim, o biocombustível se manteve dentro da faixa considerada economicamente vantajosa para o consumidor.
Os valores correspondem a um levantamento feito pela ANP em 441 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.
Nas médias estaduais, o etanol é competitivo em São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia – a última passando a integrar a lista recentemente.

Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,2023/L para R$ 2,1969/L. A queda foi de 0,2%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve aumento de 0,2% nas produtoras goianas e redução de 0,2% nas mato-grossenses.
Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 441 cidades, duas a menos do que na semana anterior.
Segundo a ANP, de 3 a 9 de setembro, os preços do etanol subiram em 11 estados e no Distrito Federal, caíram em 12 e ficaram estáveis em três. Já os da gasolina aumentaram em sete estados, caíram em 16 e ficaram estáveis em quatro.

Em São Paulo, o biocombustível teve incremento de 0,3%, custando R$ 3,48/L em média – o menor valor dentre todos os estados. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,63/L, com estabilidade no comparativo semanal. Com isso, a relação entre os preços foi de 61,8%, levemente acima de uma semana antes, mas em um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,61/L, alta de 0,3%. A gasolina, por sua vez, baixou 0,3%, para R$ 5,72/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 63,1%, um resultado vantajoso para o consumo de etanol.
Por sua vez, Minas Gerais registrou um aumento de 0,3% no preço médio do biocombustível, para R$ 3,58/L, enquanto a gasolina caiu 0,2%, para R$ 5,64/L. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 63,5% do preço do combustível fóssil, também dentro do patamar economicamente favorável.
Em Mato Grosso, o preço médio do etanol subiu 4,8%, para R$ 3,52/L. No período, o valor da gasolina teve um aumento 1,9%, para R$ 5,95/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 59,2%, índice superior ao visto uma semana antes, mas se mantendo como o mais competitivo para o biocombustível no país.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 1,9%, para R$ 3,63/L. A gasolina, por sua vez, baixou 0,9%, indo a R$ 5,58/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 65,1% do preço de seu concorrente fóssil, em uma relação favorável para o renovável e abaixo da observada na semana anterior.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 66,1% do preço da gasolina, o mais alto índice entre os seis principais estados produtores de etanol, mas também favorável ao renovável. No período, o biocombustível caiu 0,3%, indo a R$ 3,97/L, enquanto a gasolina ficou estável em R$ 6,01/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.
O levantamento mais recente, entretanto, totalizou 441 municípios.
Sobre o assunto, a agência justifica: “É possível que a abrangência geográfica sofra variações em determinadas semanas, devido a problemas operacionais pontuais”.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana