Neste último ano, o consumo de etanol hidratado no Brasil caiu 7,5%. Em 2022, os motoristas demandaram 15,53 bilhões de litros do biocombustível, contra 16,79 bilhões de litros em 2021.
No período, o preço do etanol passou por altas e baixas. Em junho, o biocombustível até voltou a custar menos do que 70% do valor da gasolina, faixa em que é considerado economicamente vantajoso para os consumidores. Algumas semanas depois, entretanto, ultrapassou novamente o limite e passou o resto do ano acima desta média.
Assim, os motoristas deram preferência para a gasolina ao abastecerem seus veículos. Em 2022, foram consumidos 43,04 bilhões de litros do combustível fóssil, aumento de 9,5% em relação aos 39,32 bilhões de litros do ano anterior.
No acumulado de 2022, o volume abastecido com combustíveis do ciclo Otto teve um acréscimo anual de 5,5%, chegando a 54,02 bilhões de litros (em gasolina equivalente). Em 2021, foram demandados 51,19 bilhões de litros.
Os dados sobre o consumo de combustíveis até dezembro de 2022 foram divulgados na última segunda-feira, 30, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, também registrou uma queda de 4,9% no abastecimento do biocombustível. No período, o estado demandou 8,06 bilhões de litros do renovável, contra 8,48 bilhões em 2021. O consumo de gasolina, por sua vez, apresentou acréscimo de 13,1%, alcançando os 10 bilhões de litros.
Outros grandes estados produtores de cana-de-açúcar também registraram reduções no consumo de etanol, com as maiores sendo registradas no Paraná e Minas Gerais, com 17% e 16,8%, respectivamente.
Por outro lado, em uma comparação mensal, houve um aumento de 9,8% no consumo de etanol hidratado. Em dezembro, a demanda foi de 1,33 bilhão de litros, enquanto em novembro foram consumidos 1,21 bilhão de litros.
Em relação a dezembro do ano anterior, quando foram consumidos 1,27 bilhão de litros, o acréscimo foi de 4,6%.
Ainda assim, o etanol hidratado representou apenas 17,5% do total abastecido com combustíveis do ciclo Otto no período. Um ano antes, o índice foi de 18,1%, enquanto há dois anos chegou a 26,9%.
Por sua vez, o consumo total de combustíveis do ciclo Otto registrou um acréscimo mensal de 16,5%, com 5,4 bilhões de litros. O volume é 8,2% maior em comparação com dezembro de 2021.
Em São Paulo, o aumento na demanda por etanol foi de 11,1%, totalizando 713 milhões de litros consumidos em dezembro – no mês anterior foram 642 milhões de litros. O volume também é 15% maior do que o visto em dezembro de 2021, com 620 milhões de litros.






Giully Regina – NovaCana
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