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Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol volta a ser competitivo na média nacional

Na semana, o biocombustível custou o equivalente a 69% do valor da gasolina


NovaCana - 13 jun 2022 - 10:53

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 5 a 11 de junho:

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  1. O preço do etanol caiu em estados 20 estados e no Distrito Federal, já o da gasolina teve redução em 18 unidades da federação

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso em Goiás, São Paulo Mato Grosso e Minas Gerais

  3. O valor do hidratado caiu nas usinas goianas, paulistas e mato-grossenses

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 438 municípios, cinco a menos do que na semana anterior


Enquanto o preço do etanol nas bombas permanece em queda na média nacional, o da gasolina passou por um aumento. Com isso, essa é a sexta retração consecutiva para o renovável e o primeiro incremento para o combustível fóssil após três quedas seguidas.

Entre 5 e 11 de junho, o biocombustível passou de R$ 5,083 por litro para R$ 5,002/L na média nacional, queda de 1,59%. Já a gasolina foi de R$ 7,218/L para R$ 7,247/L, alta de 0,4%. Com a diminuição no valor do etanol, ele voltou a ser economicamente vantajoso na média nacional.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na semana, de acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 69%, abaixo do resultado do período anterior, de 70,4%. Esta é a sexta baixa no indicador depois de seis aumentos consecutivos.

Com isso, o preço do etanol ficou abaixo de 70% do custo da gasolina, faixa em que o renovável é tido como economicamente vantajoso para os consumidores.

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Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 3,0861/L para R$ 3,084/L, queda de 0,07%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Também houve retração de 1,35% nas produtoras mato-grossenses e de 0,76% nas goianas.

Por sua vez, conforme o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e do Gás (IBP), Eberaldo Almeida, a defasagem de preço da gasolina em relação ao mercado internacional já chega a 17%. Este valor pressiona a Petrobras por novos aumentos.

“(Uma defasagem de) 17% já é significativa. Se isso perdurar, vai levar a distorções, porque um importador não vai comprar mais caro para vender mais barato aqui”, disse.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 5 e 11 de junho, o preço do etanol subiu na média de cinco estados, caiu em 20 e no Distrito Federal e ficou estável no Amapá. A gasolina, por sua vez, caiu em 18 unidades da federação.

Entretanto, as comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis realizado pela ANP ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 438 municípios, cinco a menos do que no período anterior.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um decréscimo de 2,35%, custando R$ 4,653/L em média, o menor preço para o renovável dentre todos os estados; já a gasolina foi vendida a R$ 6,855/L, retração de 0,54%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 67,9%, abaixo do índice de uma semana antes de 69,1%, permanecendo economicamente favorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 108 cidades paulistas, uma a mais do que no último levantamento.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,927/L na média da semana analisada, retração de 0,48%. Enquanto isso, a gasolina subiu 1,09%, para R$ 7,497/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,7%, menor que os 66,8% de uma semana antes, com o etanol seguindo favorável e com o melhor índice entre todos os estados. Segundo a ANP, 17 cidades goianas foram consideradas no levantamento, mesma quantia do que na semana anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 2,18% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 5,124/L. A gasolina passou por uma queda de 0,24% e foi negociada a R$ 7,473/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 68,6% do preço do combustível fóssil, abaixo dos 69,9% vistos na semana anterior, com o etanol permanecendo competitivo na média do estado. No total, 57 municípios mineiros participaram da pesquisa, uma a menos do que uma semana antes.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma baixa de 0,67%, indo para R$ 4,871/L. Na semana, a gasolina teve uma redução de 0,24%, passando a custar R$ 7,045/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 69,1%, acima dos 69,4% de uma semana antes, mas ainda economicamente vantajosa ao consumidor. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, mesmo valor do total registrado no último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 1,46%, ficando em R$ 5,254/L. A gasolina, por sua vez, teve uma baixa de 0,23%, para R$ 7,026/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 74,8% do preço de seu concorrente fóssil, abaixo dos 75,7% de uma semana antes, porém ainda sendo a mais alta relação entre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 73,4% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma queda de 2,15%, sendo vendido por R$ 5,331/L na média estadual, o valor mais alto entre os maiores produtores do biocombustível. Já a gasolina subiu 0,08%, indo para R$ 7,262/L. No total, 28 cidades foram pesquisadas no estado, um a menos do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 5 e 11 de junho, 438 cidades foram pesquisadas, cinco a menos do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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