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Cogeração da Rhodia com bagaço de cana registra prejuízo de R$ 40,5 milhões

rhodia usina brotas 040515Unidade opera em parceria com a Usina Paraíso, da Tonon, em Brotas (SP)

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A Cogeração de Energia Elétrica Rhodia Brotas, empresa responsável pela unidade de cogeração de energia da Solvay Energy Services, registrou um prejuízo líquido de R$ 40,5 milhões em 2014. O resultado acentua em 116% a perda realizada anteriormente, de R$ 18,7 milhões.

Com 70 megawatts (MW) de potência instalada, a unidade de cogeração da Rhodia em Brotas (SP), opera adjacente à Usina Paraíso, da Tonon Bioenergia, com capacidade suficiente para atender uma cidade de 600 mil habitantes. A unidade é alimentada pelo bagaço de cana-de-açúcar da Paraíso, que recebe em troca uma parcela do vapor e a energia gerados.

Confira a seguir detalhes da situação da unidade que acumula perdas desde 2010, as explicações para o resultado negativo e como a empresa acha que pode resolver o problema.

A Cogeração de Energia Elétrica Rhodia Brotas, empresa responsável pela unidade de cogeração de energia da Solvay Energy Services, registrou um prejuízo líquido de R$ 40,5 milhões em 2014. O resultado acentua em 116% a perda realizada anteriormente, de R$ 18,7 milhões. O balanço foi publicado na última quarta-feira (29).

Com 70 megawatts (MW) de potência instalada, a unidade de cogeração da Rhodia em Brotas (SP), opera adjacente à Usina Paraíso, da Tonon Bioenergia, com capacidade suficiente para atender uma cidade de 600 mil habitantes. A unidade é alimentada pelo bagaço de cana-de-açúcar da Paraíso, que recebe em troca uma parcela do vapor e a energia gerados.

A receita líquida avançou 53,3%, de R$ 37,3 milhões para R$ 57,2 milhões. No entanto, o custo de produção, de R$ 67,5 milhões, extrapolou o valor das vendas causando um prejuízo bruto de R$ 10,3 milhões, ante a perda bruta de R$ 352 mil registrada em 2013. Acrescidas despesas operacionais e administrativas, o prejuízo operacional foi agravado em 68,3%, para R$ 13,2 milhões.

O balanço justifica que a perda e o déficit de fluxos de caixa operacional ocorreram “decorrentes de sua estrutura de operações e pela necessidade de compra de biomassa de terceiros para o cumprimento das obrigações assumidas na venda de energia elétrica”.

A companhia atribui a aquisição da biomassa de terceiros ao desiquilíbrio entre o consumo de vapor e o fornecimento de bagaço da Usina Paraíso. A compra, defende, “foi efetuada sob condições comerciais desfavoráveis por conta da deficiência do fornecimento de biomassa por parte do parceiro comercial e também do consumo excessivo de vapor pelo parceiro comercial”.

Para reverter esta situação, a administração afirma que vem adotando medidas que incluem o desenvolvimento de novas fontes biomassa, consideradas mais competitivas que o bagaço, como cavaco de madeira, cana energia e sorgo. A empresa também investiu em melhorias nas instalações. A mais recente foi realizada no início de 2015, coma a aplicação de R$ 4 milhões para maior eficiência na performance dos equipamentos.

Com as medidas, a administração da empresa entende que haverá um “aumento da rentabilidade, bem como compatibilidade da situação financeira com a geração de fluxo de caixa”. Assim, nos próximos anos projeta que o negócio passará a gerar recursos para a sua própria manutenção.

Perdas desde 2010

A empresa começou a produzir bioeletricidade em agosto de 2012, mas desde a sua constituição, em 2010, tem apurado prejuízos operacionais. O balanço justifica que, essas perdas foram ocasionadas devido ao estágio inicial da companhia e à falta de licença da Aneel para que cogeração da Rhodia pudesse honrar um contrato de fornecimento de energia, selado em 2011, para um consumidor fora dos limites da sua propriedade.

O contratou encerrou ao final de 2013, mas a unidades precisou adquirir energia de terceiros para repassar ao cliente, o que acarretou perdas nos exercícios de 2012 e 2013. No entanto, mesmo quando já estava habilitada para enviar a produção própria diretamente para fora da unidade, a empresa não conseguiu gerar a energia de que precisava.

“Este contrato também ocasionou perdas no período posterior à obtenção da autorização da Aneel em função das quantidades contratadas serem superiores à energia gerada pela companhia, requerendo que esta adquirisse energia a preços de mercado superiores aos pactuados contratualmente”, explica a Rhodia.

Dívida

A dívidas com empréstimos e financiamentos da cogeração da Rhodia em Brotas é de R$ 103,9 milhões, sendo R$ 8,9 milhões para liquidação no curto prazo. O endividamento foi integralmente contraído junto ao BNDES para instalação da unidade. O crédito tem juros de 1,92% ao ano acima da TJLP e vencimento em 2027. Metade do valor tem liquidação posterior a 2020.

Em 2014, as despesas financeiras da companhia totalizaram R$ 21,2 milhões, 23,4% acima dos R$ 17,2 milhões pagos em 2013.

Amanda SchArr – NovaCana

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