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CMAA e Mitsui buscam licença ambiental de fábrica de biometano

Projeto foi apresentado à secretaria municipal de meio ambiente e prevê investimento de R$ 200 milhões em anexo à usina Vale do Tijuco


JM Online - Publicado: 21 Jul 2025 - 08:35

Representantes da Mitsui Gás e Energia do Brasil (Mitsui Gás), da Geo Biogás & Carbon (Geo) e da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) apresentaram à secretaria de meio ambiente de Uberaba (MG) um projeto de instalação da Geomit para fins de licenciamento ambiental.

O investimento de R$ 200 milhões foi anunciado em abril e prevê a instalação de uma unidade de biometano. A nova empresa será implantada no município, anexa à usina Vale do Tijuco.

A Geomit será responsável pela distribuição de biometano gerado a partir de resíduos da cana-de-açúcar e de outras atividades do agronegócio. A produção do gás, desta forma, acontecerá como subproduto da produção de açúcar e etanol.

Inicialmente, o biometano será distribuído por via terrestre, mas a Gasmig planeja implantar um gasoduto para ampliar a distribuição. A previsão é que a planta entre em operação entre 12 e 24 meses após o início das obras.

O projeto Vale do Tijuco será o marco inicial da parceria entre a CMAA e Mitsui, tendo como base o aproveitamento de resíduos como vinhaça, torta de filtro e bagaço da cana-de-açúcar. Os materiais serão processados por meio de digestão anaeróbia – tecnologia que permite a conversão de matéria orgânica em biogás e, posteriormente, em biometano.

O secretário de meio ambiente de Uberaba, Edno Cesar da Silveira, destacou que entre os principais motivos apresentados para a escolha por Uberaba como sede do empreendimento estão os investimentos em inovação tecnológica e sustentabilidade proporcionados pelo governo, como o processo de licenciamento ambiental digital.

“Nós fazemos tudo digitalmente, todos os procedimentos prévios, de instalação, de operação. É tudo realizado em um só procedimento e isso facilita muito”, afirmou e seguiu: “O licenciamento ambiental digital de Uberaba proporciona facilidade, agilidade e sustentabilidade, muito mais do que em outros estados, onde os empreendedores dizem ter experiências de duração de dois a três anos para se tirar uma licença ambiental”.

A expectativa é de que o investimento possa gerar 200 empregos diretos e indiretos na fase de construção. Na etapa de operação, serão aproximadamente 60 empregos diretos.

O projeto tem como meta fornecer gás natural competitivo e de baixo carbono para indústrias locais e para o setor de transportes, contribuindo para a transição energética do Brasil. O biometano produzido contribuirá para diversificar a matriz energética de Minas Gerais, diminuir a emissão de gases de efeito estufa e impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor agroindustrial no Brasil.

Marconi Lima