A Geomit e a Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) para desenvolver conjuntamente projetos de biogás e biometano em escala comercial a partir de resíduos da cana-de-açúcar, iniciando pelo Projeto Vale do Tijuco, localizado na região do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais.
Segundo as companhias, a iniciativa tem como objetivo fornecer gás natural competitivo e de baixo carbono para indústrias locais e para o setor de transportes.
Atualmente, a CMAA tem operações concentradas na região do Triângulo Mineiro, com capacidade de processar mais de 10 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. A Geomit, por sua vez, é uma joint venture criada em abril de 2024 entre a Mitsui Gás e Energia do Brasil e a Geo Biogas & Carbon.
“A Geomit combina a ampla presença da Mitsui Gás na infraestrutura de gás do Brasil – como acionista direta e indireta de 13 distribuidoras locais de gás canalizado – com as tecnologias proprietárias e inovadoras de biogás da Geo, desenvolvidas para converter de forma eficiente resíduos sólidos e líquidos do agronegócio em biometano de alta qualidade”, afirma a Geomit, em nota.
Ainda de acordo com a companhia, essa colaboração será focada na valorização de resíduos orgânicos como vinhaça, torta de filtro e bagaço, transformando-os em energia limpa por meio de um processo de digestão anaeróbia avançado e sustentável.
“O biometano resultante ajudará a diversificar a matriz energética de Minas Gerais, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e apoiar o crescimento sustentável do setor agroindustrial brasileiro”, complementa.
Para a Geomit, o MOU representa um compromisso conjunto com a promoção da economia circular, a geração de empregos locais e a ampliação das soluções de gás renovável nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Brasil.