Apesar de a moeda ter fechado em queda, mantém-se acima dos R$ 4. O clima favorável à colheita no Centro-Sul do Brasil também pesa, ainda mais em momento de intensificação dos trabalhos no campo
Os futuros do açúcar na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) continuam sob pressão do dólar e do clima no Brasil. Apesar de a moeda ter fechado em queda na sexta-feira, se mantém acima dos R$ 4. O clima favorável à colheita no Centro-Sul do Brasil também pesa, ainda mais neste momento de intensificação dos trabalhos no campo.
Conforme a Climatempo, deve chover apenas 20 mm no Estado de São Paulo até sexta-feira, com temperaturas em elevação. Condições semelhantes devem ser observadas em Minas Gerais, e a expectativa é de que as usinas da região se aproveitem do tempo aberto para avançar na moagem de cana. Pela previsão, as precipitações só voltam a partir do fim de semana devido à chegada de uma frente fria. Depois de ter batido em R$ 4,17 no dia 21, o dólar encerrou a sexta-feira em R$ 4,0212 (queda de 1,50% no dia), com a melhora nos cenários interno e externo.
Nos gráficos, o açúcar ainda trabalha com suporte em 13 cents por libra-peso e resistência nos 13,50 cents por libra-peso. Na sexta-feira, o contrato com vencimento em março caiu 11 pontos (0,83%) e fechou em 13,14 cents/lb, com máxima de 13,43 cents/lb e mínima de 13,07 cents/lb. Os lotes para maio recuaram 17 pontos e terminaram em 13,08 cents/lb.
O spread março/maio variou na semana de 25 para 6 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela. A redução deveu-se, basicamente, à rolagem de posições de março para maio, mas também está relacionada ao sentimento de que a oferta de curto prazo não será tão apertada quanto se previa.


Pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos reduziram o saldo comprado em açúcar em 48.850 lotes na semana encerrada em 26 de janeiro. A posição passou de 197.972 para 149.122 lotes.
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a sexta-feira em R$ 83,35/saca, baixa de 0,11% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 20,71/saca (+1,07%).
