Os futuros de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devem ter mais uma semana ditada pelo clima no Centro-Sul do Brasil. A previsão aponta para mais chuvas, porém não tão intensas quanto às observadas nos últimos dias
Os futuros de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) devem ter mais uma semana ditada pelo clima no Centro-Sul do Brasil. A previsão aponta para mais chuvas, porém não tão intensas quanto às observadas nos últimos dias. Além disso, espera-se que as temperaturas sejam mais altas, o que é benéfico para as plantas e baixista para os preços.
Sem grandes novidades nos fundamentos, a expectativa é de que as cotações respeitem no curto prazo os 50 pontos que vão de 14 cents a 14,50 cents/lb, range alcançado pelo mercado na sexta-feira (6). Vale destacar que há também um teto em 14,65 cents/lb, bem como um piso em 13,90 cents/lb, embora estes não sejam tão firmes.
Participantes também repercutem as projeções da Agroconsult para as safras 2015/16 e 2016/17 no Centro-Sul do País. A avaliação é de que os números têm pouca influência para os futuros mais curtos, uma vez que os números já estão precificados. Para os contratos longos, porém, a análise se dá em cima da estimativa de fabricação de açúcar.
De acordo com a consultoria, a principal região produtora do Brasil deve fechar o atual ciclo com processamento de 600 milhões de toneladas, volume recorde e 4,5% maior na comparação com 2014/15. A produção de açúcar deve ficar estável, com 32 milhões de toneladas. Para 2016/17, a Agroconsult projeta moagem de até 630 milhões de toneladas (+5%) e produção de 33,7 milhões de toneladas de açúcar (+5,3%). Esse resultado dependerá, porém, das condições climáticas e da quantidade de matéria-prima que ficará deste ano para ser processada no próximo.
Na sexta-feira, março caiu 30 pontos (2,03%) e fechou em 14,46 cents/lb, com máxima de 14,92 cents/lb (mais 16 pontos) e mínima de 14,35 cents/lb (menos 41 pontos). Maio recuou 28 pontos (1,94%) e terminou em 14,13 cents/lb. Na semana, acumularam desvalorizações de 0,41% (menos 6 pontos) e de 0,28% (menos 4 pontos), respectivamente.
O spread março/maio, que iniciara a semana passada em 35 pontos, fechou sexta-feira em 33 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.
E pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos elevaram o saldo comprado em açúcar em 38.025 lotes na semana encerrada em 3 de novembro. A posição passou de 160.082 para 198.107 lotes.


O Brasil exportou 1,603 milhão de toneladas de açúcar em contêiner entre janeiro e outubro deste ano, 1,2% mais na comparação com as 1,583 milhão de toneladas registradas em igual intervalo de 2014, de acordo com a agência marítima Williams Brazil. O maior volume foi escoado pelo Porto de Santos, de onde saíram 1,438 milhão de toneladas, ou 89,7% do total. Logo em seguida vem o Porto de Paranaguá, com 91,756 mil toneladas (5,7% do total).
Nesses nove meses, o pico de exportações de açúcar em contêiner foi em setembro, com 230,798 mil toneladas. Janeiro segue como o mês em que esse tipo de embarque registrou o menor volume, com 107,87 mil toneladas. De acordo com a Williams Brazil, Sri Lanka foi o principal comprador no período, com 214,298 mil toneladas, ou 13,3% do total. Na sequência estão Benin, com 172,895 mil toneladas (10,7%), e Angola, com 116,372 mil toneladas (7,2%).
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a sexta-feira em R$ 74,92/saca, alta de 0,52% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 19,82/saca (+0,51%). A moeda norte-americana ficou em R$ 3,7595, baixa de 0,43%.
