O diretor de biocombustíveis e derivados da Clariant, Markus Rarbach, falou sobre a estratégia da empresa em relação à produção de enzimas e sobre a escala mínima de produção
Ao contrário de outros provedores de tecnologia, a Clariant está apostando na produção local de enzimas. O que levou a Clariant a seguir este rumo que a diferencia de outras empresas? Existe uma escala mínima de produção para que se possa ter enzimas com custos realmente competitivos?
Durante o Ethanol Summit 2013, o diretor de biocombustíveis e derivados da Clariant, Markus Rarbach, falou sobre a estratégia da empresa em relação à produção de enzimas e sobre a escala mínima de produção.
Pergunta - A Clariant, diferente de outros provedores de tecnologia, está apostando na produção local de enzimas. O que levou a Clariant a seguir este rumo que a diferencia de outras empresas? Existe uma escala mínima de produção para que se possa ter enzimas com custos realmente competitivos?
Markus Rarbach, Clariant – Há três elementos. Um deles vem do fornecimento de catalisadores ao mercado, para refinarias e a indústria química. Entendemos que quando se trata de soluções catalíticas, cargas específicas terão um papel muito importante e não há uma única solução em termos de enzimas. Temos que desenvolver enzimas proprietárias que nos permitam lidar com as diferenças entre as cargas.
Então, como se fornecem estas enzimas? Fisicamente vejo limites para a quantidade de enzimas que é necessária. A lignina foi projetada pela natureza para ser estável, a madeira também, então há um limite para as enzimas. Estamos falando em carregamentos de enzima por caminhões que deveriam ser entregues aqui no Brasil, vocês sabem das complexidades e dificuldades ligadas à organização da logística, então temos que não só vender, mas produzir as enzimas como parte integrada da produção de etanol. Temos que mandar caminhões de enzimas para o nosso cliente, mas, com produção local, eliminamos os gastos de purificação e de expedição, que geralmente representam a maior parte dos custos do produto final.
A escala mínima não é estabelecida pela produção de enzimas, mas sim pela produção de etanol. O que precisamos para produzir enzimas é de 3% da matéria-prima como fonte de carbono. Não há uma escala mínima para que as enzimas sejam competitivas, eu acho que há uma escala mínima para a produção de etanol, em torno de 20 milhões de galões (cerca de 75,7 milhões de litros), dependendo da região em que se trabalha. Mas, o tamanho mínimo não é estabelecido pelas enzimas, e sim pela escala de produção de etanol.
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Veja também a declaração da Novozymes sobre o assunto:
Qual a perspectiva de redução no custo das enzimas para o etanol celulósico?
NovaCana