A sucroenergética aumentou seu resultado líquido em 463% na comparação com a safra anterior
O grupo Batatais, que controla uma unidade no município paulista homônimo, deve ter uma expansão em breve. A sucroenergética, que pretende moer 4,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2021/22, anunciou em junho que firmou um contrato de compra da Central Energética Vale do Sapucaí (Cevasa), usina até então controlada pela multinacional Cargill.
Comandar duas usinas, entretanto, não é uma novidade para o grupo. A safra 2020/21 foi a primeira a ser concluída desde a separação com a Lins, que ocorreu em 1º de março de 2020.
Neste último ciclo, a sucroenergética registrou um lucro líquido de R$ 75,04 milhões, elevação de 462,5% ante o período anterior, quando – ainda parcialmente com a Lins – alcançou a marca de R$ 13,34 milhões.
Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes:
- Resultados líquidos anuais da Batatais
- Relação entre receitas e custos
- Lucro bruto dos últimos anos
- Impacto cambial sobre os resultados
- Dívida atual da usina
O grupo Batatais, que controla uma unidade no município paulista homônimo, deve ter uma expansão em breve. A sucroenergética, que pretende moer 4,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2021/22, anunciou em junho que firmou um contrato de compra da Central Energética Vale do Sapucaí (Cevasa), usina até então controlada pela multinacional Cargill.
Comandar duas usinas, entretanto, não é uma novidade para o grupo. A safra 2020/21 foi a primeira a ser concluída desde a separação com a Lins, que ocorreu em 1º de março de 2020.
Neste último ciclo, a sucroenergética registrou um lucro líquido de R$ 75,04 milhões, elevação de 462,5% ante o período anterior, quando – ainda parcialmente com a Lins – alcançou a marca de R$ 13,34 milhões.

Um dos motivos para o crescimento foi o menor impacto das variações cambiais sobre o resultado. Na safra 2019/20, o grupo teve uma perda de R$ 67,21 milhões, o pior desempenho obtido neste quesito desde que a companhia passou a divulgar o número, em 2015/16. Na temporada encerrada em março deste ano, porém, a Batatais teve uma perda de R$ 28,40 milhões, um valor 57,7% menor.
A única vez que a empresa registrou ganhos com a variação cambial foi no ciclo de 2016/17, quando obteve um valor positivo de R$ 20,88 milhões.

Melhora no desempenho da usina
O desempenho operacional da sucroenergética também registrou melhoras. Em 2020/21, o resultado do lucro bruto da empresa ficou em R$ 317,33 milhões, um aumento de 36,8% em relação ao período anterior.

No período, as receitas do grupo subiram 23,8%, de R$ 666,34 milhões para R$ 824,63 milhões. Também houve um aumento em relação aos custos com os produtos vendidos, mas a uma taxa menor – de 19,5% –, passando de R$ 450,60 milhões para R$ 538,40 milhões.
Comparando estes dois resultados, é possível perceber que os custos representaram o equivalente a 65,3% das receitas no ciclo encerrado em março, enquanto na temporada anterior este índice era de 67,6%. Esta queda de 2,3 pontos percentuais indica uma melhora nas margens e é o melhor resultado desde os 63% registrados em 2016/17.

Além disso, para compor o cálculo de seu resultado bruto, a sucroenergética também contabilizou um aumento no valor justo de seu ativo biológico (cana em pé). Na safra 2019/20, a empresa teve uma valorização de R$ 16,24 milhões; em 2020/21, este impacto chegou a R$ 31,11 milhões.
O NovaCana entrou em contato com a assessoria da Batatais para obter mais detalhes sobre os resultados, porém, a empresa alegou que no momento não conseguiria responder.
Dívidas da empresa
Como demonstra o balanço financeiro da Batatais, na última safra, a empresa apresentou um crescimento no endividamento de curto prazo e uma diminuição no de longo prazo. Em 31 de março, as dívidas brutas da companhia somavam R$ 1,08 bilhão, com uma pequena variação de 0,9% ante a posição de um ano antes.
Ao final da temporada, os empréstimos e financiamentos que vencem no prazo de até um ano somavam R$ 326,56 milhões, um aumento de 79,1% quando comparado ao fechamento do ciclo anterior.

Já os débitos de longo prazo, que possuem um prazo superior para a quitação, registraram queda de 15,1%, passando de R$ 889,96 milhões para R$ 755,70 milhões.
Este perfil de dívida, entretanto, pode mudar em breve. A Batatais aprovou a emissão de R$ 150 milhões em debêntures incentivadas para reembolso de gastos e despesas com os canaviais da companhia nas safras 2019/20 e 2020/21. O vencimento dos títulos será em abril de 2028.
Lucas Vasconcelos – NovaCana