Frases e Gráficos

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[Infográfico] Cinco indicadores financeiros de Raízen, Jalles e São Martinho na safra 2022/23

Resultados das três sucroenergéticas com ações negociadas em bolsa de valores são colocados lado a lado


NovaCana - Publicado: 26 Jul 2023 - 09:28

Em maio e junho, as companhias do setor de açúcar e etanol com ações negociadas na bolsa de valores – Raízen, São Martinho e Jalles – divulgaram seus relatórios finais referentes à safra 2022/23. Alguns números foram colocados lado a lado na newsletter NC+, enviada com exclusividade para os assinantes do NovaCana.

Como as sucroenergéticas possuem portes diferentes, isso foi possível por meio de cinco indicadores. Quatro deles relacionam o desempenho das sucroenergéticas com suas moagens, enquanto o quinto – chamado de liquidez corrente – avalia a capacidade de cada empresa em arcar com pagamentos de curto prazo.

Para garantir que a comparação use os mesmos parâmetros, foram usados dados fornecidos pelas sucroenergéticas à Comissão de Valores Imobiliários (CVM). No caso da Raízen, os números são da Raízen Energia, uma vez que as informações gerais incluem outros segmentos da companhia, como distribuição de combustíveis.

trimestre comparado 060723

Em 2022/23, Raízen, São Martinho e Jalles mantiveram seus resultados no azul. Entretanto, as duas primeiras apresentaram quedas no lucro líquido em relação à temporada anterior, com a Raízen somando R$ 644,76 milhões (-44,3%) e a São Martinho indo a R$ 1,02 bilhão (-31,4%). Já a Jalles viu uma alta de 78,5%, para R$ 692,33 milhões.

Quando o lucro líquido é comparado à moagem, este desempenho pode ser enfatizado ou minimizado. No caso da Jalles, que teve uma queda de 4,9% no processamento de cana para 5,09 milhões de toneladas, a alta passa a ser de 87,7%, uma vez que o resultado foi de R$ 72,41/t em 2021/22 e de R$ 135,92/t em 2022/23.

Por sua vez, a Raízen, que contabilizou uma retração de 3,5% na moagem anual, para 73,46 milhões de toneladas, viu seu lucro cair 42,3% no mesmo comparativo, de R$ 15,21/t para R$ 8,78/t.

Enquanto isso, a São Martinho foi a única companhia desta amostra a ter alta na quantidade de matéria-prima, ainda que de apenas 0,6%, chegando a 20,02 milhões de toneladas. Com isso, seu resultado líquido foi equivalente a R$ 50,73/t, queda de 31,8% ante os R$ 74,42/t da temporada anterior.

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Renata Bossle – NovaCana