Usina, que passará a ser administrada pela Batatais, obteve um crescimento de 153,7% em seu lucro líquido ante o ciclo anterior
Após anos de prejuízo, a Central Energética Vale do Sapucaí (Cevasa) teve seu segundo ano consecutivo de lucro na safra 2020/21, como demonstra o balanço financeiro publicado no Diário Oficial de São Paulo. O valor líquido foi de R$ 16,08 milhões, crescimento de 153,7% em relação ao período anterior, quando a empresa contabilizou um saldo de R$ 6,34 milhões.
A unidade, que vinha investindo para ampliar sua produção, está localizada em Patrocínio Paulista (SP) e teve sua primeira safra em 1999. Atualmente, a usina não pertence mais à multinacional Cargill, tendo sido oficialmente vendida para a Batatais em 28 de julho deste ano, após aprovação do Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade).
A companhia possui uma capacidade de moagem de 3 milhões de toneladas de cana por safra, podendo produzir diariamente até 517 mil litros de etanol anidro e 550 mil de hidratado.
Na última safra, a Cevasa processou 2,6 milhões de toneladas de cana, tendo direcionado 60% da matéria-prima para a fabricação de açúcar. A usina também vendeu 113 mil megawatts-hora de energia elétrica na temporada.
Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes:
- Resultados líquidos anuais da Cevasa
- Relação entre receitas e custos
- Lucro bruto dos últimos anos
- Dívida atual da empresa
Após anos de prejuízo, a Central Energética Vale do Sapucaí (Cevasa) teve seu segundo ano consecutivo de lucro na safra 2020/21, como demonstra o balanço financeiro publicado no Diário Oficial de São Paulo. O valor líquido foi de R$ 16,08 milhões, crescimento de 153,7% em relação ao período anterior, quando a empresa contabilizou um saldo de R$ 6,34 milhões.
A unidade, que vinha investindo para ampliar sua produção, está localizada em Patrocínio Paulista (SP) e teve sua primeira safra em 1999. Atualmente, a usina não pertence mais à multinacional Cargill, tendo sido oficialmente vendida para a Batatais em 28 de julho deste ano, após aprovação do Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade).
A companhia possui uma capacidade de moagem de 3 milhões de toneladas de cana por safra, podendo produzir diariamente até 517 mil litros de etanol anidro e 550 mil de hidratado.
Na última safra, a Cevasa processou 2,6 milhões de toneladas de cana, tendo direcionado 60% da matéria-prima para a fabricação de açúcar. A usina também vendeu 113 mil megawatts-hora de energia elétrica na temporada.

Na safra 2015/16, a companhia registrou seu maior prejuízo líquido da série histórica, iniciada em 2013/14, com perdas de R$ 173,60 milhões. Desde então, a empresa vinha melhorando seus resultados até registrar lucro pela primeira vez em 2019/20.
Desempenho operacional
Pelo quarto ano consecutivo, a Cesava contabilizou crescimento no seu lucro bruto. Em 2020/21, a usina registrou uma alta de 83,4% ante a safra anterior, passando de R$ 48,69 milhões para R$ 89,32 milhões. O maior aumento deste saldo foi em 2017/18, quando a empresa teve uma elevação de 305,7%.

Na última safra, a receita operacional líquida registrada foi de R$ 487,20 milhões, o que representa um avanço de 24% ante 2019/20. Já os custos com produtos também aumentaram, mas a uma taxa menor, tendo uma variação de 13,14% e saindo dos R$ 354,36 milhões do ano anterior para R$ 400,91 milhões.
Com isso, a relação entre custos e receitas teve um resultado recorde, caindo de 90,17% para 82,29% – neste indicador, quanto mais baixo o valor, melhor é o desempenho. Até então, o melhor resultado havia sido obtido na safra 2014/15, com uma relação de 82,72%; na ocasião, a empresa alcançou uma receita operacional de R$ 300,13 milhões, mas seus custos ficaram em R$ 248,28 milhões.

Mesmo com uma melhora na fase operacional, o balanço financeiro da Cesava segue negativo, com perdas de R$ 9,49 milhões. Em 2020/21, a companhia teve uma receita financeira de R$ 5,75 milhões, retração de 1,8% ante os R$ 5,85 do ciclo anterior. Para completar, as despesas financeiras aumentaram 23,9%, passando de R$ 12,30 milhões para 15,24 milhões.
Perfil da dívida
Em relação às dívidas, os empréstimos e financiamentos da sucroenergética somavam R$ 644 mil em 31 de março de 2020, valor que foi zerado em 2021.

No ano anterior, todos os débitos eram de curto prazo, ou seja, com vencimento ao longo da safra 2020/21. Assim, o endividamento a médio e longo prazo já era nulo.
Na série histórica, o maior endividamento da Cevasa foi visto em 31 de março de 2017, quando a empresa acumulava débitos de R$ 592,90 milhões, sendo R$ 569,72 milhões referentes a dívidas de curto prazo.
Lucas Vasconcelos – NovaCana