Com os documentos finais em mãos para gerar Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 600 milhões, a CerradinhoBio teve a sua emissão classificada em AA na escala nacional pela S&P Global Ratings.
A operação manteve a nota preliminar divulgada pela agência de classificação de risco algumas semanas atrás. Segundo a S&P Global Ratings, a avaliação reflete a qualidade de crédito da companhia como fiadora da operação.
De acordo com os documentos disponibilizados, serão emitidos 600 mil títulos em uma série única, com valor unitário de R$ 1 mil. Conforme comunicado ao mercado divulgado no final de março, a Cerradinho não deve exercer a opção de lote adicional estruturada anteriormente, que poderia aumentar a oferta inicial em até R$ 120 milhões.
A EcoAgro Securitizadora será a emissora dos papéis, que serão lastreados por debêntures devidas pela Neomille, companhia do próprio grupo Cerradinho que produz etanol a partir do milho. De acordo com a EcoAgro, os títulos terão atributos “verdes”, ou seja, os recursos captados serão investidos em projetos sustentáveis.
Os juros remuneratórios da série serão equivalentes à variação do Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) acrescida de 6,22% ao ano. Além disso, o pagamento para os investidores será realizado a cada seis meses.
O montante principal, por sua vez, será dividido em duas parcelas anuais, a serem quitadas nos últimos anos da operação, de acordo com o cronograma. Os certificados terão vencimento em 2029.
De acordo com a EcoAgro, a emissão será coordenada pela UBS Brasil Corretora de Câmbio em conjunto com o BTG Pactual e o Banco Safra.
Giully Regina – NovaCana