A cana plantada hoje permanecerá no campo pelos próximos seis anos, em média. Logo, quanto mais perfilhos, maior resistência a pragas, melhor adaptação à mecanização e mais resiliência ela tiver, mais produtividade o produtor conseguirá tirar do campo.
Apesar de óbvia, essa máxima nem sempre se reflete no solo: ainda há uma dificuldade na renovação e no uso de variedades modernas nos canaviais brasileiros. Por outro lado, existe também uma tendência de desconcentração.
Estes e outros fatores são avaliados pelo Censo Varietal, pesquisa realizada anualmente pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da secretaria de agricultura e abastecimento do estado de São Paulo.
Com o objetivo de levantar informações sobre a área das variedades de cana mais usadas no Brasil, a pesquisa – que está entrando na nona edição – analisa a renovação e a idade média dos canaviais do Centro-Sul e das mesorregiões paulistas e mineiras, além de apresentar diversos indicadores que evidenciam a produtividade e a atualização dos canaviais.
Considerando a média do Centro-Sul, a relação entre o plantio e o cultivo melhorou entre as últimas análises, assim como o estágio médio de corte e o índice de concentração. Os indicadores relacionados a tombamento e perfilhamento da cana também têm ficado mais favoráveis ano a ano.
Por outro lado, “a pedra no sapato” dos canaviais brasileiros segue sendo o indicador relacionado à atualização varietal, que mede o uso de variedades modernas pelas usinas. Na mais recente edição, ele apresentou um leve aumento, algo considerado negativo.
No total, 217 unidades produtoras foram recenseadas na temporada 2024/25, totalizando 6,2 milhões de hectares de cana. Os dados foram coletados pelo IAC em maio do ano passado.
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, você confere com detalhes os resultados do Censo Varietal elaborado pelo IAC, com análises e gráficos interativos do Centro-Sul, seus estados e, também, das mesorregiões paulistas e mineiras.
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