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Canavieiros do Nordeste reforçam pedido de ajuda do setor ao governo


Money Times - Publicado: 08 Abr 2020 - 10:03 | Atualizado: 08 Abr 2020 - 10:51

Se a Raízen está preocupada com os efeitos da pandemia sobre seus resultados e até adiou a divulgação de projeções, que dirá, então, os milhares de produtores de cana. Sem verticalização de produção e dependendo da venda de cana aos grupos industriais, eles reforçam pedido de ajuda ao governo.

A União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) endossou a solicitação da Federação Dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), que agrega os produtores nacionais, sobre prorrogação da dívida, venda direta de etanol e reparte dos ganhos do RenovaBio.

Para os produtores, isso mitigaria a queda acentuada dos preços do açúcar e do etanol, que fazem parte do cálculo de precificação da matéria-prima.

O documento entregue aos ministros da Economia, Agricultura e Minas e Energia, porém, não inclui o pedido de abertura de linha de crédito ou qualquer outro modelo de socorro financeiro.

Para o presidente da Unida, José Inácio de Morais, os empréstimos para custeio e investimentos dos canaviais com vencimento ao final de 2020 deveriam ser postergados para 2022. Ele também solicitou a repactuação de dívidas “sem que isso mude as aquisições de créditos rotineiros para o financiamento da safra atual”.

Ele ainda afirma que a venda direta de etanol, pleito antigo do setor nordestino, implicaria em menor preço na bomba, já que o biocombustível das usinas aderentes não carregaria custo das distribuidoras. A ANP já deu parecer favorável à medida que, porém, depende de adequações tributárias por parte do governo.

Quanto ao RenovaBio, a Unida e a Feplana defendem que parte dos recursos dos CBios (crédito de descarbonização), vendidos pelas usinas em volume alinhado a cada lote de etanol comercializado, cheguem aos fornecedores de cana.

Giovanni Lorenzon