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Canavial de excelência: ranking apresenta as usinas que melhor cuidam do campo

canavial 280515Ranking de usinas mostra dois indicadores que garantem produtividade elevada com segurança: uso de variedades modernas, mais produtivas e avançadas, e a opção de plantar variedades diferentes

NovaCana 6 min de leitura

Poucos conseguem, mas o que todo mundo quer é produtividade elevada nos canaviais. De longe, só pelo aspecto visual da plantação, é possível avaliar a saúde do plantio. De perto, os analistas adotam uma série de indicadores para garantir um nível de produtividade elevado com a maior segurança possível.

Dentre esses indicadores, dois se destacam e são decididos diretamente pelas usinas e canavieiros: uso de variedades modernas, mais produtivas e avançadas, e a opção de plantar variedades diferentes, para segurança geral do canavial.

Esta análise é feita através dos conhecidos Índice de Atualização Varietal (IAC) e Índice de Concentração Varietal Ajustado (ICVA), respectivamente.

Ter um equilíbrio saudável entre estas duas métricas coloca o canavieiro em um patamar de excelência que poucos no setor conseguem alcançar. Assim, com a intenção de destacar as unidades produtoras que adotam as melhores práticas no uso e variedades, foi criado um prêmio de excelência no uso de variedades de cana-de-açúcar.

Os dados que geraram as informações para a definição dos ganhadores foram obtidos por meio do Censo Varietal, que levantou o uso de variedades de 217 unidades sucroalcooleiras durante a safra 2016/17 na região Centro-Sul.

A pesquisa mapeou 6,1 milhões de toneladas de cana, o equivalente a cerca de 76% do total de toda área cultivada na maior região produtora de cana do país.

Dessa maneira, o prêmio reconhece as unidades com expectativa de maiores produtividades e maior retorno econômico e que, também, garantem segurança biológica dos canaviais contra novas enfermidades que possam entrar no país.

No ranking das melhores, apresentado a seguir, todas estão localizadas no estado de São Paulo.

Confira a seguir o ranking das seis usinas com melhores práticas varietais:

- Índice de Atualização Varietal por Usina
- Índice de Concentração Varietal Ajustado por Usina
- Ranking das usinas com melhores práticas varietais
- Indicadores do Centro-Sul, por estado e por mesorregião produtora

Poucos conseguem, mas o que todo mundo quer é produtividade elevada nos canaviais. De longe, só pelo aspecto visual da plantação, é possível avaliar a saúde do plantio. De perto, os analistas adotam uma série de indicadores para garantir um nível de produtividade elevado com a maior segurança possível.

Dentre esses indicadores, dois se destacam e são decididos diretamente pelas usinas e canavieiros: uso de variedades modernas, mais produtivas e avançadas, e a opção de plantar variedades diferentes, para segurança geral do canavial.

Esta análise é feita através dos conhecidos Índice de Atualização Varietal (IAC) e Índice de Concentração Varietal Ajustado (ICVA), respectivamente.

Ter um equilíbrio saudável entre estas duas métricas coloca o canavieiro em um patamar de excelência que poucos no setor conseguem alcançar. Assim, com a intenção de destacar as unidades produtoras que adotam as melhores práticas no uso e variedades o Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, criou um prêmio de excelência no uso de variedades de cana-de-açúcar.

Os dados que geraram as informações para a definição dos ganhadores foram obtidos por meio do Censo Varietal, que levantou o uso de variedades de 217 unidades sucroalcooleiras durante a safra 2016/17 na região Centro-Sul.

A pesquisa mapeou 6,1 milhões de toneladas de cana, o equivalente à cerca de 76% do total de toda área cultivada na maior região produtora de cana do país.

Segundo o IAC, o prêmio visa reconhecer as unidades produtoras que se destacaram no uso de variedades mais modernas e, concomitantemente, possuam grande diversidade no seu plantel varietal.

Dessa maneira, indica-se quais são aquelas com expectativa de maiores produtividades e maior retorno econômico e que, também, garantem segurança biológica dos canaviais contra novas enfermidades que possam entrar no país.

Os critérios principais para a avaliação das unidades produtoras e associações de fornecedores foram os menores Índice de Atualização Varietal (IAC) e Índice de Concentração Varietal Ajustado (ICVA). Foram consideradas apenas as unidades com área cultivada superior a 5 mil hectares e com valor de IAV menor ou igual a cinco anos, ou seja, que utilizem variedades mais modernas.

Além disso, para ser classificado no ranking, era necessário possuir um valor de ICVA menor ou igual a 45%. Com isso, quem tem praticamente metade do canavial (ou mais) com concentração de poucas variedades ficou de fora.

No caso do IAV, quanto menor o indicador, maior é o uso de variedade mais modernas. O indicador cruza o número de variedades predominantes com sua data de criação e a porcentagem da área em que está concentrada.

Já o ICVA mede a concentração em poucas variedades. Quanto maior o indicador, maior a concentração e, portanto, maior o risco biológico, uma vez que uma nova enfermidade pode atacar esses poucos cultivares provocando grandes perdas para os produtores.

Com os dados, chegou-se a uma lista de seis unidades de produção com os melhores resultados na média dos rankings de cada um dos indicadores. Todas as unidades estão localizadas no estado de São Paulo.

O primeiro lugar ficou a Usina Santa Maria, do Grupo J.Pilon, com um índice de atualização varietal de 3,33 anos e um indicador de 34% de concentração de variedades.

20161213 ranking IAC

Em segundo lugar, está a usina Usina Iracema, do Grupo São Martinho. Embora tenha um canavial repleto de variedades (ICAV de 23%), a unidade possui variedades menos modernas (IAV de 4,44 anos).

Na sequência, estão a Usina São Luiz, do Grupo Quagliato; a Usina Santo Antônio, do Grupo Balbo; a Usina Alta Mogiana, do Grupo Lincoln Junqueira; e a Usina Ipê, do Grupo Pedra Agroindustrial.

Disparidade

O setor já tem na ponta da língua que as usinas são muito diferentes entre si. Os dois indicadores analisados reforçam essa posição. As empresas melhor posicionadas no ranking do IAC possuem índices de Atualização Varietal que variam entre 3,33 anos e 4,95 anos. A média da região Centro Sul é de 7,94 anos. Já no estado de São Paulo, onde estão localizadas todas as melhores colocadas no ranking, a média de 7,47 anos.

2017  IAC-IAV

No índice de concentração varietal, a distância entre as usinas melhor colocadas e as médias regionais e estaduais aparecem novamente. Enquanto a concentração no Centro-Sul chega a 76% e o dado apenas do estado de São Paulo possui um valor média de 64% para o ICVA, as usinas do ranking não ultrapassam o índice de 45%.

2017  IAC-ICVA

Ranking regional e estadual

O NovaCana elaborou sob os critérios avaliados pelo IAC, os rankings por estado e mesorregiões pesquisadas pelo levantamento e, dessa forma, é possível averiguar quem faz o melhor uso das variedades e a disparidade entre os indicadores em cada localidade. O resultado mostra São Paulo à frente dos demais estados do Centro-Sul. Já nas mesorregiões paulistas, Assis se encontra no topo da lista com os melhores indicadores na média dos rankings.

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Marina Gallucci – NovaCana

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