“Vivemos um momento estagnado de produção de cana-de-açúcar. Mas não é decadência, como o termo estagnação pode indicar; é recuperação”. Foi com estas palavras que o diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, resumiu suas visões do final da safra 2020/21 e as perspectivas para o setor como um todo.
Ontem, 27, durante o webinar promovido pela Canaplan para comentar o andamento da temporada atual e as primeiras estimativas para a próxima, a equipe da empresa trouxe dados sobre clima, produtividade, idade média e área como destaques definidores dos resultados.
No comparativo com os números anteriores da consultoria, divulgados no final de maio, há uma melhora, com aumentos em todos os indicadores. A mudança se deve especialmente à rapidez com que ocorreu a safra 2020/21 – consequência da seca e da pandemia de coronavírus – e ao patamar atingido até então, que está próximo ao da anterior.
“Chegamos a uma safra inédita em vários pontos. Estamos vivendo em uma safra que figura dentre as melhores que vimos nos últimos anos”, Nilceu Cardozo (Canaplan)
Desta forma, Carvalho divulgou três cenários esperados até março do ano que vem. No médio, o Centro-Sul terminaria com 595 milhões de toneladas de cana processadas, 2,18% acima das 582,3 milhões esperadas na previsão anterior. Este incremento se deve especialmente ao momento atual da safra, que chegou a praticamente 500 milhões de toneladas processadas até o final de setembro.
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