O empreendimento é fruto da CanaVialis, criada em 2003 por Rubio e seu sócio, o engenheiro agrônomo Sizuo Matsuoka. Na época, foi o primeiro negócio do Brasil focado no desenvolvimento de cana-energia. A CanaVialis logo foi comprada pela gigante do agronegócio Monsanto, que cinco anos depois decidiu terminar com a empreitada porque não acreditava no futuro desta nova espécie de cana. Rubio e Matsuoka insistiram no plano e mostraram que a multinacional estava errada. Daí nasceu a Vignis.
Os dois empresários participarão no final deste mês do novaCana Ethanol Conference, em São Paulo. A palestra conjunta dos empresários será focada no melhoramento genético e no mercado da planta.
Sizuo é um dos pioneiros mundiais no trabalho de pesquisa e desenvolvimento de cana-energia. Foi diretor do setor na CanaVialis e atualmente ocupa a mesma posição na Vignis. Alguns chegam a dizem que ele é o “pai da cana” no Brasil, visto que foi responsável por difundir algumas das variedades mais cultivadas no país, conhecidas como RB.
Rubio é quem cuida da parte mercadológica do negócio. Hoje, tem contratos firmados com Quatá, Odebrecht, Zilor e Raízen para fornecimento de cana-energia. O produto da empresa já passou por testes de moagem exclusiva na Quatá e deve ser a única matéria-prima em uma das usinas da Raízen em 2017. A esperança é terminar este ano com 14 mil hectares plantados e continuar com a detentora dos maiores projetos de cana-energia no Brasil.
Por: Sizuo Matsuoka e Luís Claudio Rubio
Data: 28 de junho às 15h40
Local: São Paulo (SP) – Hotel Tivoli Mofarrej
De acordo com números da Vignis, se toda lavoura utilizada destinada ao etanol fosse substituída por cana-energia, haveria um incremento de 232% na produção do biocombustível e de 1.200% na geração de energia elétrica.
Além disso, a matéria-prima é a grande promessa para o tão esperado desenvolvimento do etanol celulósico no Brasil. Dados da empresa apontam que 60% a 70% da diminuição do custo do novo biocombustível se relaciona com a utilização da cana-energia.
A dúvida sobre o futuro da cultura permanece em pauta, mas a Vignis está convicta que não há motivos para colocar essa posição em xeque. “Falar de números detalhados é difícil, mas o que eu posso dizer com certeza é que tem uma evolução muito grande nos materiais”, garante Rubio.
Os cinco anos que já se passaram desde que as pesquisas mais avançadas sobre a cultura começaram em 2011, equivalem a um terço do tempo necessário para uma nova variedade de cana-de-açúcar se firmar no mercado, de acordo com dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
Quem está trabalhando com a cana-energia garante que a planta levará menos do que os 15 anos previstos pelo CTC para ser bem aceita pelo mercado, à despeito do que acontece com outras variedades. No entanto, não é oferecida uma estimativa exata, admite-se apenas que “não é possível driblar o tempo da natureza”.
Os técnicos do BNDES também apontam para a cana-energia como a matéria-prima do futuro e até oferecaram uma perspectiva de maturação da planta dentro das usinas. Como está detalhado no gráfico abaixo, a a posta do banco é que a cana-energia venha a dominar os canaviais brasileiros em 2025.

Para mais informações sobre a novaCana Ethanol Conference, inscrições e programação completa, acesse o site aqui.
novaCana.com