Entidade que representa as distribuidoras não considera que programa governamental tenha viés ambiental
“É como um Frankestein. Não é nem imposto, nem tarifa; é cobrado de todos que consomem a gasolina e o diesel; é recolhido por um ente privado e entregue na mão de outro ente privado. Não passa pelo governo ou nenhum tipo de controle”. Esta é a visão do vice-presidente da Brasilcom, Abel Leitão, sobre o programa federal RenovaBio e a comercialização dos créditos de descarbonização, os CBios.
Para ele, o RenovaBio não pode ser considerado um programa ambiental e o CBio não seria um título de carbono, pois o crédito não cumpriria com vários preceitos inerentes a estes papéis, como da adicionalidade e fungibilidade.
O vice-presidente da Brasilcom também acredita que a responsabilidade de compra dos CBios está sendo “jogada nas costas da distribuição”, com um custo adicional que traz um “enorme problema” concorrencial e, por isso, ele pede uma revisão: “Acabou se tornando um programa de transferência de renda”.
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