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Brasil e Índia ameaçam tênue recuperação do mercado de açúcar

acucar pilha 110915O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s e a possibilidade de que a Índia venha a exportar cerca de 4 milhões de toneladas de açúcar podem manter a indústria global de açúcar atolada em oferta excedente, ameaçando a frágil recuperação prevista para começar em 2015/16

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O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s e a possibilidade de que a Índia venha a exportar cerca de 4 milhões de toneladas de açúcar podem manter a indústria global de açúcar atolada em oferta excedente, ameaçando a frágil recuperação prevista para começar em 2015/16.

O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s e a possibilidade de que a Índia venha a exportar cerca de 4 milhões de toneladas de açúcar podem manter a indústria global de açúcar atolada em oferta excedente, ameaçando a frágil recuperação prevista para começar em 2015/16, disseram especialistas da indústria à agência de notícias Reuters.

A possibilidade de os usineiros do Brasil continuarem a produzir grandes quantidades do adoçante mesmo com os preços baixos do mercado internacional, podem crescer se o real continuar em queda após o país perder o grau de investimento, disseram analistas e traders durante uma conferência do setor na quinta-feira (10), em Miami.

Isso poderia manter os preços do açúcar fixado nos atuais níveis baixos, especialmente se o Real continuar na ladeira para R$ 4 por dólar, disse Jonathan Kingsman, um experiente consultor da indústria de açúcar. "Vai ser muito difícil para outros produtores", disse ele.

A moeda brasileira caiu para a maior baixa de 13 anos, com o câmbio chegando a R$ 3,90 por dólar norte-americano.

A desvalorização do real tem mantido sob controle os custos de produção para os usineiros do Brasil e o preço interno do açúcar convertidos em moeda local tem se mantido relativamente estável. Os preços do açúcar bruto negociado em Nova York tenham alcançaram 10,13 centavos de dólar por libra-peso no mês passado, a maior baixa de sete anos.

Esta situação faz com que a endividada indústria sucroalcooleira do Brasil continue moendo pesadas quantias de cana para produzir açúcar e etanol, o que levou os especialistas na commodity a adiar as expectativas anteriores de que o mundo verá um déficit de abastecimento de açúcar para a safra mundial 2015/16, que começa 1º de outubro.

Produtores da América Central, que se beneficiaram dos relativamente elevados preços no mercado interno, estão começando a sentir os efeitos da dinâmica de moedas, disse Michael Levitz, diretor-gerente da ED & F Man, um dos maiores comerciantes de açúcar do mundo.

As políticas governamentais também puseram em dúvida a rapidez com que o mundo irá funcionar através de inventários, principalmente na Índia, que considera uma medida para obrigar as usinas a exportarem açúcar para ajudar os agricultores locais.

A projeção de déficit na oferta mundial poderia ser "varrida para fora se nós empurrássemos para fora 4 milhões de toneladas de exportações", disse Kiran Wadhwana de corretagem Comdex India, em Nova Deli, durante uma apresentação na conferência. Wadhwana estimou a produção total na Índia em cerca de 27 milhões de toneladas.

Os comentários sobre fatores cambiais e questões políticas ressaltam a incerteza que tem atormentado a indústria de açúcar, trancada em um mercado baixista nos últimos cinco anos.

O contrato de referência do açúcar bruto no ICE Futures US fecharam com queda 0,9 por cento, a 11,33 centavos de dólar por libra-peso na quinta-feira (10).

Chris Prentice

Tradução e adaptação NovaCana

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