Em março deste ano, as exportações de açúcar atingiram 1,45 milhões de toneladas, um aumento de 10,4% em comparação ao mês anterior, quando 1,31 milhões de toneladas da commodity embarcaram pelos portos brasileiros.
Na comparação anual, o aumento é ainda mais significativo: 43,9% a mais que o um milhão de toneladas exportadas em 2019, quando os preços estavam mais desfavoráveis. Neste ano, devido à queda do petróleo e consequente desvalorização do etanol, além do colapso no consumo, muitas usinas estão priorizando o açúcar e fixando os preços. Além disso, um dos únicos pontos favoráveis para os produtores parece ser a forte depreciação do real em relação ao dólar, conforme Nicolle Monteiro de Castro, da S&P Global Platts.
Analisando o volume acumulado, 4,36 milhões de toneladas do adoçante foram exportadas, uma ampliação de 34,2% ante o mesmo período do ano passado e de 49,32% diante das 2,92 milhões de toneladas despachadas um mês antes.
O faturamento com a commodity aumentou de US$ 388,84 milhões para US$ 440,96 milhões (+13,40%), com um preço médio de US$ 305,08/tonelada, na comparação com fevereiro. Um mês antes, o preço médio era de US$ 297,03/t.
Considerando um ano antes, a receita mensal subiu 48,79%, de US$ 296,37 milhões para US$ 440,96 milhões.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.


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