Por Nicolle Monteiro de Castro*
A safra de cana da região Centro-Sul do Brasil começou oficialmente nesta quarta-feira (1º), mas o cenário de preços para açúcar e etanol nunca foi pior para os produtores.
O contrato futuro de açúcar da ICE NY11 com vencimento em maio fechou o dia sendo negociado a 10,04 centavos de dólar por libra-peso, o menor valor para o contrato do mês desde 26 de setembro de 2018, quando fechou em 9,90 centavos de dólar por libra-peso. Na época, os produtores brasileiros estavam maximizando a produção de etanol hidratado, que pagava mais no mercado interno do que as exportações de açúcar bruto.
Agora, com o mercado de etanol enfrentando uma queda abrupta na demanda, o único ponto positivo para os produtores brasileiros parece ser a forte depreciação do real em relação ao dólar. A taxa de câmbio caiu de R$ 4,0258/US$ em 1º de janeiro para R$ 5,2590/US$ nesta quarta-feira – consequentemente, o preço para exportação de açúcar, quando convertido em reais, subiu.
No primeiro trimestre de 2019, as exportações de açúcar bruto, quando convertidas em reais, atingiram um preço médio de R$ 1.057/t. Agora, no mesmo período de 2020, esse valor saltou 26,3%, para uma média de R$ 1.335/t. Desta forma, ele está R$ 300/t acima do custo de produção estimado por analistas consultados pela Platts.
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