O Brasil está atrasado na agenda de regulação do mercado de carbono, acredita o consultor para as áreas de agronegócio, sustentabilidade e relações internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Marco Antonio Caminha.
A afirmação foi feita durante o evento Caminhos do Agro para 28ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28), realizado na Fiesp, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e com a Sociedade Rural Brasileira (SRB).
Caminha acrescentou que uma legislação feita às pressas pode deixar a desejar e prejudicar esse mercado. “Se a lei for mal estruturada e não for debatida de forma adequada, você corre um sério risco de que tudo dê errado”, disse. “Esses pontos têm que ser muito bem pensados, outros países que regularam o mercado de carbono levaram tempo de gestação longos”.
O consultor considera importante estar atento às “sutilezas” econômicas e ambientais na mesma proporção. “Gestão de mercado regulado é extremamente complexa”, disse. “A lei por si não resolve o problema”.
Audryn Karolyne