Somadas, operações já financiaram R$ 1,218 bilhão para as três usinas no Brasil
A BP Biocombustíveis, braço sucroalcooleiro da petroleira britânica BP, confirmou seu sétimo aumento de capital em pouco mais de dois anos. Desde janeiro de 2013, a companhia vem realizando sucessivos aumentos de capital que já possibilitaram...
A BP Biocombustíveis, braço sucroalcooleiro da petroleira britânica BP, confirmou seu sétimo aumento de capital em pouco mais de dois anos. Desde janeiro de 2013, a companhia vem realizando sucessivos aumentos de capital que já possibilitaram a injeção R$ 1,218 bilhão nas usinas do grupo, uma em Minas Gerais e duas em Goiás.
A mais recente operação, no valor de R$ 325,09 milhões, foi aprovada em assembleia de acionistas realizada em 4 de fevereiro, mas a ata da reunião foi publicada somente ontem (6), dois meses depois, no Diário Oficial de São Paulo.
Das três unidades da companhia, duas foram ampliadas no último ano. A Usina Tropical, em Edéia (GO), passou por uma expansão orçada em R$ 716 milhões que triplicou sua capacidade de produção de etanol e aumentou em quase oito vezes a potência instalada para a geração de bioeletricidade.
O segundo investimento foi realizado na outra usina goiana, a Central Itumbiara, que teve a instalação para fabricação de etanol anidro duplicada. A área ampliada recebeu há uma semana o aval para a iniciar a operação.
Para o atual aumento de capital foram emitidas 1.519.121.495 ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, pelo preço de R$ 0,2140 por ação.
Venda de terras em MG
A BP Biocombustíveis também confirmou a venda de terras que detinha em Minas Gerais, através de sua controlada Campina Verde Bioenergia. Em assembleia realizada ainda em 5 de fevereiro, com a ata publicada hoje, a companhia ratificou a sua participação como interveniente anuente, na negociação compromissada entre a Campina Verde e os compradores Artur Eduardo Monassi, Artur Selegatto e Diego Yunes Selegatto.
Conforme apuração do Valor Econômico, a área negociada seria de 3,4 mil hectares, abrangendo 26 fazendas de cana, e é avaliada em até R$ 30 milhões.
Em 2012 a companhia já havia vendido à Bunge os ativos que detinha na região do munícipio de Campina Verde e que faziam parte do projeto de mesmo nome adquirido um ano antes da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool.
Amanda SchArr – NovaCana