O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que está "fazendo o possível" para reduzir o preço do combustível e que estuda quebrar o "monopólio" que disse existir na distribuição. Bolsonaro visitou nesta segunda o Ministério da Infraestrutura, onde se reuniu com o titular da pasta, Tarcísio de Freitas.
— Preço de combustível...Lá na refinaria o preço está lá embaixo, ele cresce e fica alto por causa de quê? Impostos estaduais, ICMS, basicamente. E depois o monopólio ainda que existe na questão de distribuição e nós estamos buscando quebrar esse monopólio para diminuir o preço. Só com a concorrência ele pode diminuir — disse Bolsonaro na saída do ministério, acrescentando depois: — Estamos fazendo o possível para baratear o preço do combustível. Reconhecemos que está alto no Brasil.
Depois, um assessor falou algo no ouvido do presidente e ele ressaltou o preço do diesel na refinaria:
— Preço médio do diesel na refinaria, R$ 2,60. Aí tem impostos estaduais, tem imposto municipal, também, custo da logística e da distribuição, tem o lucro do dono do posto de gasolina, isso aí.
Bolsonaro afirmou que já levou sugestões para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, mas não adiantou nenhuma medida. O presidente também voltou a defender a venda de etanol pelos produtores diretamente para postos de gasolina, que já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), mas que ainda precisa ser regulada por lei.
— Questão do etanol nós tentamos, estamos tentando ainda, de modo que, das empresas que produzem o etanol, as usinas possam vender diretamente ao posto de gasolina. Tem caminhões de transporte de etanol que andam 400 quilômetros para entregar o etanol a um quilômetro da usina. Isso é um absurdo. Tem gente que é contra isso daí porque há interesse econômico e de grupos aqui no Brasil, não é fácil buscar uma solução para tudo, mas estamos fazendo o possível.
Tarcísio foi questionado sobre a possibilidade de uma greve de caminhoneiros, mas afirmou não acreditar que ela ocorra, porque, segundo ele, o governo tem um diálogo constante com a categoria. Protestos da caminhoneiros haviam sido convocados para esta segunda, mas não foram realizados.
— Eu acho que sim (greve está descartada). Observe que hoje era o dia de início, não está tendo nada nas estradas, não houve nenhum ponto de bloqueio, porque há um respeito muito grande nosso com caminhoneiros, e um respeito muito grande dos caminhoneiros com a gente. Conseguimos realmente estabelecer um diálogo, eles sabem que têm as portas abertas, e a cada dia a gente constrói uma solução — avaliou.
O ministro afirmou que tratou da malha ferroviária na reunião com Bolsonaro e disse que em breve "boas notícias" sobre a Transnordestina serão anunciadas.
Daniel Gullino