NovaCana

BNDES estima capacidade de moagem das usinas no Brasil e o crescimento desde 2007

cana moagem 241115Nos últimos meses o setor conheceu algumas ampliações da capacidade de moagem das usinas brasileiras. O movimento ainda é restrito, mas adiciona capacidade para uma indústria que nas últimas safras vem operando próxima ao limite

NovaCana 4 min de leitura

Nos últimos meses o setor conheceu algumas ampliações da capacidade de moagem das usinas brasileiras. O movimento ainda é restrito, mas adiciona capacidade para uma indústria que nas últimas safras vem operando próxima ao limite.

Na safra 2013/14 muitas usinas chegaram a testar o limite máximo, mas, de uma forma geral, a safra terminou com alguma sobra de capacidade disponível. 

No início do mês o BNDES apresentou uma resposta para a pergunta com uma visão diferente da última estimativa feita pelo Governo Federal dois meses atrás. O banco ainda avaliou quanto a capacidade cresceu desde 2007 e os motivos que fazem o setor sucroenergético receber tanta atenção por parte da instituição.

Nos últimos meses o setor conheceu algumas ampliações da capacidade de moagem das usinas brasileiras. O movimento ainda é restrito, mas adiciona capacidade para uma indústria que nas últimas safras vem operando próxima ao limite.

Na safra 2013/14 muitas usinas chegaram a testar o limite máximo, mas, de uma forma geral, a safra terminou com alguma sobra de capacidade disponível. 

Na tentativa de mensurar o tamanho da importância do BNDES para o setor sucroenergético, o banco avaliou a evolução da moagem de 2007 à 2014 e o tamanho da capacidade adicionada com os projetos apoiados pela instituição.

Segundo o BNDES, nesses sete anos as usinas adicionaram uma capacidade extra de 244 milhões de toneladas de cana ao parque industrial, saindo de 529 milhões de toneladas para 773 milhões de toneladas. A instituição contribuiu com 57% dos projetos no período (veja tabela abaixo).

bndes capacidade moagem usinas Brasil novaCana 241115

Considerando as estimativas de moagem feita pelas usinas para a safra 2015/16, o Brasil deve terminar o período com uma moagem total de 655,2 milhões de toneladas (594 no Centro-Sul e 61,2 no Norte-Nordeste). Assim, com base na avaliação do BNDES, nesta safra a ocupação ficaria em torno de 84,7%. Já na safra passada a ocupação ficou em torno de 82,1%.

Enquanto o BNDES calculou a capacidade máxima de moagem em 773 milhões de toneladas em 2014, o Plano Decenal de Energia (PDE) 2024, publicado em setembro deste ano, aposta que a capacidade deste ano é ainda mais apertada, não ultrapassando 720 milhões de toneladas de cana.

Capacidade de bioeletricidade

Enquanto a moagem cresceu 46% em sete anos, a cogeração de energia elétrica através do bagaço avançou 226%.

Porém, sobre a geração de energia das usinas o BNDES deixou alguns buracos e acabou sendo menos específico. A tabela apresentada mostra um crescimento de 7.825 MW de 2007 a 2014, mas considerou a geração de todas as biomassas. Além disso, a instituição não apresenta a capacidade instalada em 2007.

O BNDES informou que sua participação nos novos projetos de geração de energia por biomassa foi de 36%. Sobre a participação na geração a partir do bagaço, se limitou a dizer que “se fosse considerada apenas a parcela proveniente da cana-de-açúcar, a participação seria maior”.

De acordo com os dados obtidos pelo NovaCana, considerando apenas a cogeração com bagaço de cana, o crescimento da capacidade instalada foi de 6.858 MW no período analisado pelo banco. Já a capacidade de cogeração total por biomassa é de 12.341 MW, sendo 9.881 MW advindos do bagaço de cana.

A importância do setor para o banco

O BNDES apresenta quatro motivos que fazem o setor sucroenergético um alvo estratégico para os recursos: as vantagens ambientais da bioenergia oriunda da cana-de-açúcar, o caráter estratégico do mercado de combustíveis, a capacidade de interiorização do desenvolvimento econômico e as inovações em biotecnologia industrial, que têm natureza disruptiva e transversal, podendo dinamizar outros setores econômicos.

Jorge Mariano – NovaCana

Compartilhar: